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Gênero e Sexualidade Reportagem

Como artesãos e artesãs LGBTs têm se reinventado em tempos de Pandemia

A realidade de quem tem que se adaptar a nova conjuntura.

15/08/2020 21h36 Atualizada há 5 meses
Por: Tapajós de Fato Fonte: Tapajós de Fato
Casal Diego Cardoso e Leandro Campos, com suas produções.
Casal Diego Cardoso e Leandro Campos, com suas produções.

 

Há quase cinco meses do início das medidas de isolamento e distanciamento social por conta da pandemia do coronavírus, houve uma mudança na rotina de todos e todas. Em decorrência deste novo momento, as pessoas permanecem muito mais tempo de casa.

Os setores culturais, foram com certeza um dos mais atingidos com toda esta conjuntura, que de forma imediata, e sem qualquer tipo de preparo fez o mundo inteiro passar por um processo de reinvenção.

A pandemia teve um impacto direto na vida de artesãos e artesãs profissionais, cujas vendas dependem, em grande maioria, do turismo, com as medidas de precaução para o combate do vírus, deslocamentos e viagens foram impedidos, de maneira muito intensa na região do Baixo Amazonas.

Produtores artesanais, em sua maioria sem a estrutura comum às grandes indústrias, buscam alternativas para escoar suas produções. Com pontos de venda fechados ou sob restrições de funcionamento, a venda direta aos consumidores finais tem sido a melhor alternativa para escoar os estoques e garantir a sobrevivência dos negócios.

O casal Diego Cardoso e Leandro Campos contam que buscaram através de cursos e tutoriais online uma forma de se adaptar ao cenário apresentado.

“Através desse material nós passamos a produzir máscaras, por exemplo, e ainda outros produtos de acordo com os gostos dos clientes.”, conta Diego Cardoso.

Diego Cardoso e Leandro Campos em suas vendas antes da pandemia (arquivo pessoal)

O primeiro casal gay a trabalhar no ramo do artesanato, em Santarém, revela que tem sido um desafio cotidiano adaptar-se aos novos cenários, mas que estão se descobrindo e percebendo novas possibilidades.

Maria Flor, que também trabalha com artesanato, revela que estava iniciando um projeto antes da paralização total das atividades em decorrência da pandemia, o “Arte por assinatura”, onde através de um cadastro é possível identificar características de seus clientes e produzir objetos direcionados a cada um e cada uma, a partir de suas necessidades.

“Devido o início da pandemia, tive que suspender o projeto porque precisava me deslocar”, destaca Flor.

Flor em sua produção de artesanato (arquivo pessoal)

Alguns artesãos e artesãs conseguiram receber o auxílio emergencial, mas com aluguel, conta de energia, alimentação, e outras despesas diárias, a renda que vem da produção de artesanato tem feito muita falta para quem depende diretamente desta produção para sobreviver.

É possível conhecer o trabalho dos entrevistados através de suas redes sociais, Maria Flor você encontra no Instagram @roledaflor e o casal Diego e Leandro pelo @dlartesanatos_stm.

 

 

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