Sábado, 15 de Junho de 2024
Reportagem Especial Construção

Tapajós de Fato promove oficina colaborativa sobre direito à cidade para organizações do movimento social de Santarém

Tapajós de Fato debate direito à cidade com a sociedade civil organizada em parceria com Laboratório da Cidade, Grupo de Estudos Avançados em Gestão Ambiental da Amazônia, com apoio do Instituto Clima e Sociedade [iCS], Repórter Sem Fronteiras e Fundo Casa Socioambiental.

24/10/2023 às 16h03 Atualizada em 16/01/2024 às 10h55
Por: Damilly Yared Fonte: Tapajós de Fato
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Foto: Tapajós de Fato
Foto: Tapajós de Fato

No último dia 20 de outubro, o Tapajós de Fato convidou movimentos sociais e sociedade civil para participar do seminário colaborativo sobre Direito à Cidade.

O seminário teve como objetivo debater com a sociedade civil organizada as perspectivas presentes e futuras sobre as cidades da Amazônia, para que coletivamente pudesse ser construída uma agenda que impulsione a transformação de cidades da região amazônica, além de, debater o equilíbrio entre o planejamento urbano com respeito ao meio ambiente. O evento contou com a participação de mais de 30 representantes de organizações convidadas.

Além da participação da sociedade civil organizada, o encontro contou com a participação do Laboratório da Cidades, além do apoio do Instituto Clima e Sociedade (iCS) e do Fundo Brasil de Direitos Humanos, como uma forma de fortalecer o protagonismo da Amazônia urbana tendo em vista o desenvolvimento sustentável para a região.

Durante o encontro, Lygia Nassar, facilitadora do debate, pontuou que os projetos para cidades na Amazônia precisam ser diferentes e que o pensamento de transformar cidades amazônicas em grandes centros urbanos não pensa na diversidade que são essas cidades.

Foto: Tapajós de Fato / Lygia Nassar - Laboratório da Cidade

Esteve presente no seminário de Direito à Cidade, o professor da Universidade Federal do Oeste do Pará [UFOPA] e coordenador do Grupo de Estudos Avançados em Gestão Ambiental na Amazônia (GEAGAA), João Paulo Cortes, que trouxe para o debate “Como seria uma cidade ideal na Amazônia?”, respeitando um modelo que fosse inclusivo, diverso e plural.

Após as discussões, os participantes do evento foram divididos em grupos de trabalhos para que pudessem estruturar o modelo de cidade.

Foto: Tapajós de Fato / Professor João Paulo Cortes

Lygia Nassar falou ao Tapajós de Fato sobre a importância do encontro em Santarém e sobre a participação dos grupos de trabalhos para debater o direito à cidade.

De acordo com a entrevistada, com as várias visões de mundos reunidas é que será possível encontrar soluções de fato inovadoras, pois cada um tem olhares diferentes sobre a cidade, e são esse vários olhares que serão capazes de construir soluções que funcionem para aquele território.

Sobre o direito à cidade, Lygia ressalta que “essa temática é de direito à cidade porque ela engloba consideráveis ​​assuntos, pois ela vai falar de mobilidade, de saneamento, vai falar de segurança, de espaço público, de patrimônio, e fazer essa reflexão sobre o que são cidades na Amazônia, e quais são os direitos, que nós amazônidas queremos, porque é histórico que vem sendo imposto para nós, um modelo que não conversa com o nosso ecossistema”, Lygia reitera ainda que esse modelo imposto não conversa com as florestas, não conversa com os rios, e é necessário dar uma atenção, pois, não são esgotos dentro das cidades, são rios urbanos”.

Lygia Nassar aponta ainda que, essa oficina colaborativa, “foi um espaço para realmente pensar de forma inovadora que modelo de cidade nós queremos, porque o modelo de cidade onde a gente vive hoje a gente pode concluir que é um modelo de cidade falido. Temos ruas inundadas porque não pensamos nesse curso das nossas bacias hidrográficas, a gente tem moradias populares que não foram pensadas pro contexto daquela região [como casas populares com aquecedores] em uma região que as pessoas passam muito calor, então a gente precisa de forma colaborativa saber quais são os nossos problemas de cidade, o que a gente quer numa cidade na Amazônia” - finaliza a entrevistada.

Foto: Tapajós de Fato / Grupo de trabalho da Oficina “Direito à Cidade”

Marcos Wesley Pedroso, coordenador e Co-fundador do Tapajós de Fato [TdF] falou sobre a importância do TdF realizar esse encontro.

Para Marcos Pedroso, “foi muito importante, necessário e fundamental construir essa agenda em parceria com os movimentos sociais de Santarém, considerando principalmente que Belém vai ser sede da COP-30 em 2025”, ainda de acordo com o coordenador do Tapajós de Fato, - “pensar nos modelos de cidade que queremos para a Amazônia, e que queremos propor para a Amazônia e que estamos debatendo enquanto sociedade civil é muito fundamental” - enfatiza Marcos.

Foto: Tapajós de Fato / Marcos Wesley 

Marcos ressalta ainda a construção coletiva do espaço para debate e agradece o apoio dos parceiros envolvidos como o Laboratório da Cidade encontrou o Tapajós de Fato e ajudou a construir e fomentar essa iniciativa, além de ressaltar também o apoio do Fundo Casa Socioambiental, Fundo Brasil de Direitos Humanos, e do Instituto Clima e Sociedade (iCS) e Repórter Sem Fronteiras.

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