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Em Juruti Velho, mais uma comunidade tem seu igarapé destruído pela mineração

Comunidade de Capiranga, que é posto de abastecimento de água, também tem seu igarapé assoreado.

16/03/2021 09h31 Atualizada há 3 meses
Por: Tapajós de Fato Fonte: Tapajós de Fato
Em Juruti Velho, mais uma comunidade tem seu igarapé destruído pela mineração

Na região de Juruti Velho a presença da Alcoa, empresa mineradora responsável por extrair bauxita, continua a trazer prejuízos ao meio ambiente. Há umas semanas atrás, o Tapajós de Fato publicou uma série de reportagens e podcasts que mostram um pouco desse dano causado ao território e aos moradores da comunidade de Jauari.

Saiba mais:

Rompimento em mineradora causa destruição em igarapé de Juruti Velho

As consequências da mineração na vida dos povos Amazônidas

Comunidade Jauari, no município de Juruti, continua sofrendo impactos da mineração sem entrar em acordo com a ALCOA

 

Porém, outras comunidades também foram afetadas pela mesma mina, que por ser tão extensa, continuou a assorear outras nascentes de rios.

 

O Tapajós de Fato recebeu imagens e vídeos, dessa vez da comunidade de Capiranga, onde ocorreu outro deslizamento semelhante ao de Jauari. O descaso que é visto no modo como a mineradora age sem se atentar aos danos e prejuízos que têm sido causados é doloroso aos moradores.

Depois das reportagens postadas aqui no portal e que foram ao ar no nosso podcast, a Alcoa tem mandado notas ao Tapajós de Fato para dizer que eles estão agindo de acordo, que estão tomando as devidas providências para não acontecer de novo, e que eles estariam aparando toda a comunidade vítima daquele crime ambiental.

Entretanto, uma das atitudes corretas da mineradora, tendo em vista que a Amazônia está em temporada de chuva, seria parar as atividades e tentar tomar uma medida que realmente protegesse toda a área que está sendo afetada, e não apenas tentar reparar danos depois da já os ter causado.

E por causa dessa atitude não tomada, foi a vez da comunidade de Capiranga, que é base de capitação de água, ver seu igarapé assoreada, e várias nascentes destruídas.

 

Nas imagens, vemos que a mineradora colocou, para “tentar” parar a erosão, um material chamado laterita, que é uma bauxita de baixa qualidade não utilizada por eles. Com a chuva forte, essa fraca tentativa de fazer algo só fez com que mais lama e rejeitos soterrassem um igarapé que antes era cristalino.

 

 

O portal Tapajós de Fato se compromete a continuar com atualizações sobre este fato, pois as consequências não serão poucas. A comunidade de Jauari, que foi a última afetada, teve que ceder devido a pressão causada pela mineradora para deixar que a área fosse lavrada, e aceitaram uma indenização de 6 salários mínimos, quando a proposta era de 100 mil para cada família da comunidade.

As dificuldades e as vivências desses moradores você pode ouvir pela boca dos próprios moradores na nossa série de podcasts.

 

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