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Amazônia Boiada

A ameaça Salles está em Santarém, reúne com empresários e acena para liberação de madeira

Segundo Fabiano Maisonnave, após polêmica com PF , Salles se reúne com empresários e acena com liberação da madeira na região.

08/04/2021 19h41 Atualizada há 2 meses
Por: Tapajós de Fato Fonte: A Folha de São Paulo/Movimento Tapajós Vivo
A ameaça Salles está em Santarém, reúne com empresários e acena para liberação de madeira

De acordo com as informações de Fabiano, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, se reuniu nesta quarta-feira (8) em Santarém (PA) com empresários alvos da maior apreensão de madeira da história no país. Ali, ele se comprometeu em apoiar a liberação da madeira após revisão dos documentos. 

A operação, realizada em dezembro, foi comandada pelo superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Alexandre Saraiva. No encontro, realizado no hotel Açaí, Salles teria revisado os planos de manejo de onde a madeira apreendida havia sido retirada e se comprometido a liberar em até uma semana, desde que a documentação estivesse correta. 

Os madeireiros têm afirmado que a extração foi feita de forma legal, posição corroborada pela Secretaria do Meio Ambiente do Pará, órgão responsável pelas concessões. É a segunda visita do ministro em menos de uma semana à região da apreensão, no rio Arapiuns. 

Na última quarta-feira (31), ele foi ao local da operação da PF. Ali, Salles verificou o ponto de origem de duas árvores apreendidas, em um gesto de apoio aos madeireiros. A visita do ministro foi considerada uma intervenção pelo delegado Saraiva. 

Em entrevista à Folha publicada na segunda (5), ele acusou Salles de trabalhar contra o meio ambiente. “É o mesmo que um ministro do Trabalho se manifestar contrariamente a uma operação contra o trabalho escravo.” Batizada de Handroanthus GLO, a operação apreendeu mais de 204 mil metros cúbicos de madeira, volume suficiente para carregar 13.600 caminhões. 

Assim como Salles, Saraiva é próximo do governo Bolsonaro. Ele já participou de uma live do presidente, no ano passado, e foi cotado para assumir a superintendência do Rio de Janeiro, um cargo considerado estratégico pelo Planalto. 

 

 

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