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Reportagem Especial Reportagem Especial

23 de abril, Dia Nacional da Educação de Surdos

Uma data para lembrar das conquistas e de se encorajar a lutar por direitos.

23/04/2021 11h19 Atualizada há 2 meses
Por: Tapajós de Fato Fonte: Tapajós de Fato
23 de abril, Dia Nacional da Educação de Surdos

No dia 23 de abril é comemorado o “Dia Nacional da Educação de Surdos”, é uma data muito importante criada para lembrar a todas e todos as lutas e conquistas da escolarização de estudantes surdos no ensino regular. Além disso, a data reforça a importância de que haja cada vez mais a inclusão de pessoas com deficiência auditiva na sociedade e conscientiza a população sobre o direito dessas pessoas ao mercado de trabalho, à educação e à qualidade de vida.

O Tapajós de Fato conversou com o educador Lindon Johnson Pontes Portela que atua com educação especial e contou um pouco sobre como é a realidade escolar das pessoas com deficiência, como valorizar mais essa causa e qual a importância de se ter uma data para lembrar a todos de que há pessoas que necessitam de mais atenção do governo e que elas também merecem uma vida em que seus direitos são respeitados.

Primeiramente perguntado sobre qual a importância da data, Johnson respondeu que a alusão à data dá mais integridade a celebração das lutas e conquistas do processo de escolarização dos estudantes surdos e sua integração no ensino regular.

Em seguida perguntamos “como educador, a educação especial é valorizada ou dada como importante? Se não, por que? E o que precisa ser feito para que ela seja mais valorizada?”, e ele respondeu da seguinte forma “A educação especial no Brasil caminha a passos pequenos, imagina isso num contexto amazônico seja nos bairros periurbanos ou nas comunidades rurais e tradicionais maia distantes. A educação especial é "engolida" pelo estado, porque há uma legislação a ser respeitada! mas valorizada, infelizmente não é” e continuou dizendo que é preciso mais investimentos, seja em locais físicos e didáticos adaptados, seja em mais profissionais atuando ou até mesmo como formação continuada em Educação Especial para os professores regulares. O governo Federal, os estados e municípios precisam dar ênfase nesse setor, uma inclusão de fato! que inclua governo, escola e família, um processo de ensino e aprendizagem.

E para se ter mais investimento nesse setor, é preciso ver a necessidade dessas pessoas e valorizar a luta e as dores diárias delas para ter uma vida com direitos como qualquer outra. E qual a importância dessa valorização à educação especial? Jonhson nos fala também que a educação é um direito primordial humano. Não de uma perspectiva apenas de legislação nacional e internacional, mas sim de cunho ético humano, a educação especial é tudo isso, porém com mais sensibilidade tendo em vista a formação integral do ser, incluindo ela em todo o processo escolar na educação regular, isso é inclusão, sua importância se dá por garantia de um direito essencial.

E observando o cenário amazônico, onde a realidade é bem distante do resto país, a acessibilidade para pessoas com qualquer tipo de deficiência em geral não parece ser uma prioridade na maioria dos municípios do Baixo Amazonas, a maioria das escolas não têm estrutura para receber esses alunos que têm direito à educação por lei, e esse direito lhes é negado.

Mas como tentar mudar isso? Segundo Johnson, as escola e mais especialmente os profissionais de educação especial, fazem da sua atuação uma filosofia, porque mesmo com tantas necessidades de materiais e de investimento como um todo, realizam com perfeição seu trabalho de forma didática em suas aulas de libras. Porém em Santarém e região a prática se limita a sala especializada em atendimento especializado, o que falta são políticas públicas municipais voltadas para maiores investimentos financeiros disponibilizando o acesso das turmas regulares à língua brasileira de sinais (Libras), mas que também saísse da sala de aula, devendo ser para o público externo: comunidade, pais e outros. A introdução a libras, deve ser um caminho a introduzir o público em geral em comunicação a comunidade surda, esse papel por exemplo é para toda a região e toda sociedade.

 

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