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Priscila Castro lança primeiro álbum e reúne canções com conteúdo de protesto, feminismo e poesia

Com 12 anos de carreira, este é o primeiro álbum da cantora que se destaca nas noites paraenses.

29/04/2021 14h11
Por: Tapajós de Fato
Priscila Castro lança primeiro álbum e reúne canções com conteúdo de protesto, feminismo e poesia

A cantora paraense Priscila Castro lança,  no próximo dia 30 de abril (sexta-feira), em formato online, o seu primeiro EP. Um álbum  que reúne 7 canções de compositores paraenses e uma diversidade de ritmos.  Na obra, parcerias com a banda Warilou e com as cantoras Jana Figarella e Ádria Góes. Uma participação especial da liderança indígena Alessandra Munduruku numa das canções promete ser um dos pontos altos deste EP.  Andresson Dourado e Júnior Castro são responsáveis pela direção musical. A própria Priscila Castro assina a direção artística.

Com a maior parte da produção feita na cidade de Santarém, no Oeste do estado, cidade natal da cantora, o álbum será composto de sete canções cujas letras reúnem temas como a  força do feminino, ancestralidades e protestos. Tudo traduzido em poesia e embalado por hits dançantes como brega, guitarrada, carimbó e um pouco de pop music. Essa é a concepção do primeiro álbum de Priscila Castro contemplado com recursos da Lei Aldir Blanc, que está em fase finalização e deve ser lançado em breve, nas plataformas digitais.

Neste álbum, a artista aposta na arte regional, conectada com outras sonoridades e vivências universais. “É uma grande festa, com reflexão sim, mas também dança, abraços e sorrisos. Sempre estive cercada de grande músicos que têm grande influência no que me tornei enquanto artista, é uma união de todas as minhas inspirações, parcerias, de tudo que ouvi e vi desde minha infância na beira do rio Amazonas”.

 

Protesto

 

“Cantar a Amazônia, é sobretudo, resistência”. Com essa frase, a cantora resume uma parte do àlbum. “A Voz do Rio”, composição de Paulinho Barreto, que abre esse álbum composto por oito canções de músicos paraenses, “é um protesto contra os projetos de barragens no Rio Tapajós”, resume. De maneira direta mostra o engajamento social da artista nas questões ambientais e nos direitos dos povos da Amazônia.

 

A força do feminino

 

“A temática feminista também tem muita força neste álbum”, afirma ela. Depois do sucesso da música e videoclipe “Carimbó com Merengue”, uma homenagem a beleza das mulheres da Amazônia,  Priscila traz canções como  “Nem vem”, de Greice Ive, Jana Figarella e Natália Green que com um experimento sonoro de “levada eletrônica” mesclada à guitarrada, provoca, “não coloque a culpa do seu descontrole no meu short, sou mais do que sugere meu decote...”. 

Arranjada por Andresson Dourado, “Mulheres que benzem” de Wander de Andrade, fala das benzedeiras, que por meio de sua fé acalantam os meninos com quebranto da Amazônia. Já “Geladeira” é um brega que conta a história de uma mulher livre que “dá um gelo” no crush quando ele mente pra ela.  Essa diversidade de vozes e sonoridades amazônicas resume a essência do álbum.

 

Sobre Priscila Castro

 

Com 12 anos de carreira, este é o primeiro álbum da cantora que se destaca nas noites paraenses. Foi cantando ritmos dançantes que ela conquistou um grande número de fãs que antes da pandemia seguiam a artista em diversos locais por onde ela se apresentava. Este primeiro trabalho vai trazer um pouco de cada influência musical e cultural adquirida ao longo desses anos de estrada.  O trabalho também valoriza o fazer musical e a criação de compositores da Amazônia.  “O que pretendo com isso  é colaborar com a difusão cultural da arte paraense, além de destacar a cultura amazônica,  interpretando canções que valorizam nossa maneira única de ser, sem esquecer as bandeiras que defendo, sem deixar de falar dos problemas que nos cercam” explica a artista.

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