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Gênero e Sexualidade Resistência

Coletiva Trans de Santarém questiona Prefeitura no dia de combate a lgbtfobia: “Cadê nossos direitos garantidos?”

Durante as eleições o Prefeito eleito assinou documento com reivindicações pautadas pela comunidade LGBTI+ do município.

17/05/2021 18h41 Atualizada há 1 mês
Por: Tapajós de Fato

 

O dia 17 de maio é lembrado como o Dia Internacional contra a lgbtfobia. Esta data visa conscientizar a população em geral sobre a luta contra a discriminação à comunidade LGBTI+.

Ainda existe um grande preconceito contra pessoas LGBTs na maioria das sociedades que, infelizmente, se reflete em atos desumanos de violência extrema contra esses indivíduos.

Durante as eleições municipais de 2020, um grupo de pessoas LGBTs esteve com o então candidato à reeleição para a prefeitura de Santarém, o Médico Nélio Aguiar, no encontro que aconteceu na campana para segundo turno, um documento intitulado “TERMO DE COMPROMISSO PELA CIDADANIA E DIREITOS LGBTI+, com pautas da comunidade foi assinada pelo gestor municipal.

Conforme mostrado abaixo:

 

 
 
 
 
 
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Uma publicação compartilhada por OSC GHS Oficial (@ghsdesantarem)

Na manhã desta segunda-feira (17), um card sobre o dia contra a lgbtfobia foi publicado nas redes sociais da Prefeitura de Santarém, com uma mensagem sobre “+ respeito, + amor, +empatia”.

 
 
 
 
 
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Uma publicação compartilhada por Prefeitura de Santarém (@prefeituradesantarem)

Motivados pela falta de compromisso da gestão que em outra ocasião assinou um documento se comprometendo com as pautas LGBTs, membros da coletiva Trans de Santarém utilizaram os comentários da publicação, a fim de, questionar da gestão “Cadê nossos direitos garantidos?”.

“Na prática nós não temos nossos direitos básicos garantidos, enquanto pessoas LGBT’s, enquanto comunidade LGBT...” destaca Lucas Willian, coordenador da Coletiva Trans de Santarém.

Membros da Coletiva afirmam que a indignação se dá pelo fato da assinatura do prefeito no documento apresentado, e a falta do olhar do poder público para a comunidade.

Entre os assuntos da conversa com o gestor está a reivindicação em prol de uma casa de acolhimento LGBTI+, e um ambulatório TT que é um ambulatório de saúde integral para travestis e transexuais, tal como o que existe em Belém.

O coordenador da Coletiva Trans afirma que:

“Nós temos uma grande demanda de pessoas trans que precisam do ambulatório, mas ainda não é uma realidade na nossa cidade.”

O encaminhamento foi de que se fosse reeleito as pautas citadas seriam analisadas, e de acordo com as possibilidades da gestão, seriam executadas, mas a comunidade não obteve resposta concreta sobre o assunto.

A luta pelo combate a lgbtfobia precisa romper o espaço das redes sociais, e tomar corpo nas lutas diárias de todos e todas.

 

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