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Saúde Cuidado

09 de junho, dia imunização: Mesmo com uma onda de negacionismo, você sabia que o Brasil já foi referência em vacinação?

Dia de cobrar mais responsabilidade por parte do governo federal e do Ministério da Saúde para que vacinem o quanto antes toda a população brasileira.

09/06/2021 14h05
Por: Tapajós de Fato

No dia 09 de junho, comemora-se, no Brasil, o dia da imunização. A data f oi criada para comemorar a erradicação de doenças como a varíola e a poliomielite. É inegável que as vacinas desenvolvidas para proteger as pessoas são um dos maiores avanços da ciência, sem elas, a vida estaria comprometida e nunca, na história recente do mundo, a imunização contra alguma doença foi tão necessária.

 Mas a data serve para alertar os constantes desafios que a saúde pública brasileira tem que enfrentar para assegurar a saúde de todos os brasileiros e brasileiras.  O Programa Nacional de Imunização (PNI) vacina gratuitamente a população brasileira com todas as vacinas que são recomendadas pela OMS. O programa nacional de imunização teve o primeiro calendário em 1977, e contava com quatro vacinas: a Bacilo Calmette Guerin (BCG), contra tuberculose; a vacina oral poliomielite (VOP); a vacina Difteria, Tétano e Coqueluche (DTP); e a vacina contra sarampo.

Até o momento, os brasileiros dispõem de 16 imunizantes contra algumas doenças.  O resultado é que, além de milhares de vidas serem salvas por conta das vacinas, há uma melhora significativa na qualidade de vida das pessoas, evitando grandes problemas de saúde pública, haja vista que algumas doenças deixam sequelas para todas vida e isso pode ser evitado através da vacinação.

 Quando se fala em vacinação no Brasil é importante lembrar da “Revolta da Vacina”, que ocorreu em 1904, no governo do então presidente, Rodrigues Alves, quando foi aprovado a vacinação obrigatória da população contra a varíola, esse projeto partiu do médico sanitarista Oswaldo Cruz, além da varíola, a febre amarela e a peste bubônica assolavam o Rio de Janeiro.

Porém, a revolta do povo teve início a partir de mobilizações políticas que faziam oposição ao presidente da época. Já no cenário atual, em decorrência da pandemia de Covid-19 várias pesquisas foram iniciadas com o objetivo descobrir uma vacina para imunizar a população mundial, no Brasil, em pleno século XXI, ainda há algumas pessoas que desacreditam da ciência e se colocam como antivacina, eles afirmam que as pessoas devem fazer tratamento precoce a base de Hidroxicloroquina, que é indicada para tratar doenças como a   da malária e amebíase hepática, dentre outras, mas não a Covid-19. O que mudou da revolta da vacina em 1904 para o que está acontecendo agora é que o próprio governo federal, junto de seus apoiadores, fazem o papel de antagonistas que insistem em se manter na ignorância, a qual tanto os enchem de orgulho, promovendo falácias a cerca deste medicamento.

O Brasil, que já foi o país referência de vacinação, já conseguiu vacinar 88 milhões de brasileiros em apenas três meses contra o vírus H1N1, agora, patina para tentar  imunizar os mais de 200 milhões de habitantes. Em mais de cinco meses de vacinação, nem metade da população foi totalmente imunizada. Por conta deste descaso, milhares de pessoas estão morrendo todos os dias em decorrência de uma doença que já tem vacina para proteger. O atraso na vacinação dos brasileiros é culpa exclusivamente do governo federal, pois se negou a assinar contrato com as empresas produtoras de vacinas ainda em 2020.

Portanto, hoje, dia imunização, é dia de cobrar mais responsabilidade por parte do governo federal e do Ministério da Saúde, para que vacinem o quanto antes a população brasileira, somente protegidos com vacina é possível voltar a ter uma vida normal e contribuir para o crescimento do país.

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