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Gênero e Sexualidade Resistência

Dia do orgulho LGBTQIA+: Uma data de luta e resistência

A data foi criada para homenagear a Rebelião de Stonewall Inn, que é considerado o episódio mais marcante na história da luta da comunidade gay pelos seus direitos.

28/06/2021 18h09
Por: Tapajós de Fato
Dia do orgulho LGBTQIA+: Uma data de luta e resistência

28 de junho, Dia Internacional do Orgulho LGBTI+. A data foi criada para homenagear a Rebelião de Stonewall Inn, que é considerado o episódio mais marcante na história da luta da comunidade LGBTQIA+ pelos seus direitos. A rebelião aconteceu em 1969 quando membros da comunidade LGBTQIA+ iniciaram uma série de atos contra a repressão policial diante da Polícia americana que invadia os bares frequentados por LGBTQIA+’s, agrediam e prendiam as pessoas. Mas no dia 28 de junho, os frequentadores de um bar chamado Stonewall Inn enfrentaram a polícia e não aceitaram mais a forma como vinham sendo tratados.

Essa rebelião encorajou manifestações por todos os estados americanos e, em 1970, ocorreu a primeira Parada do Orgulho Gay para fortalecer ainda mais a luta contra o preconceito e por mais respeito.

No Brasil, os movimentos de luta LGBTQIA+ iniciaram ainda no período da Ditadura Militar, principalmente com publicações em jornais como Lampião da Esquina e o Jornal ChanacomChana, criados em 1978 e 1981 respectivamente para veicular conteúdos LGBTQIA+.

Mesmo com tantos anos de luta por respeito as diversidades, o Brasil lidera há 12 o ranking dos países mais homofóbicos do mundo, E consequentemente o que mais mata LGBTQIA+’s. Segundo relatório do Grupo Gay da Bahia (GGB) de 2019, a cada 23 horas uma pessoa LGBTQIA+ é morta no Brasil.

Mesmo a passos lentos algumas conquistas já foram alcançadas, tais como: O direito da Pessoa Trans, em 2019 a Defensoria Pública da União solicitou do Conselho Nacional de Justiça que concedesse o direito de ratificação de registro de nascimento de pessoas Trans sem necessidade de cirurgia de mudança. A Lei Maria da Penha para mulheres, ao completar 10 anos em 2016, a Lei nº 11.340/2006 ficou mais inclusiva. O Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG) aprovou, por unanimidade, uma recomendação para que promotorias de todo o país passem a aplicar as regras da Lei Maria da Penha a travestis e transexuais, vítimas de violência doméstica.

 

 A criminalização da LGBTFOBIA

 

Esse crime é equiparado ao crime de racismo na Lei 7.716/1989 até que o congresso aprove uma lei própria.

Em maio de 2013 o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou o casamento homoafetivo no Brasil. O casamento homoafetivo possibilitou também a adoção por casais gay.

As eleições municipais de 2020 retrataram muito bem a importância da representatividade em todas as esferas. Foi o ano em que se teve mais de 490 candidaturas de pessoas LGBTQI+, dessas candidaturas mais de 80 foram eleitas. E mesmo tendo sido eleitas e eleitos democraticamente, os insultos e as ameaças de morte são constantes, houve caso de vereadoras trans e gays sofrerem ameaças de morte antes de ocuparem os cargos e outras que precisaram sair do Brasil para continuar vivas.

A barreira da ignorância e do preconceito ainda é muito forte, são registradas constantes atitudes de retrocessos na sociedade, uma foi um Projeto de Lei que tentava proibir a veiculação de publicidades com pessoas não-heterossexuais em São Paulo. Esse fato ocorreu em abril de 2021, mas dias depois foi retirado da pauta da Assembleia legislativa.

O Dia do Orgulho LGBTQIA+ é importante para que todas as Lésbicas, Gays, Bissexuais, assim como as pessoas de outras identidades de gênero se orgulhem de ser quem são, e que, não apenas nesta data, mas em todos os dias as empresas o governo e a sociedade respeitem e protejam essas pessoas. Que políticas públicas sejam criadas para melhor amparar essas pessoas, e que suas vidas sejam importantes assim como de qualquer outra pessoa.

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