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Lideranças políticas do Tapajós comentam super pedido de impeachment contra Bolsonaro

Decisão está nas mãos de Arthur Lira, atual presidente da câmara dos deputados.

30/06/2021 20h59 Atualizada há 4 semanas
Por: Tapajós de Fato Fonte: Tapajós de Fato
Lideranças políticas do Tapajós comentam super pedido de impeachment contra Bolsonaro

Nesta quarta-feira, dia 30 de junho foi protocolado um super pedido de impeachment realizado por lideranças partidárias e do movimento social, contra o presidente Jair Bolsonaro. O pedido foi levado a câmara dos deputados e a decisão está nas mãos do presidente da Câmara Arthur Lira, que um dos aliados do Presidente.

Esse não foi o primeiro pedido de impeachment contra Bolsonaro, outros 122 pedidos já foram apresentados a câmara, porém, dessa vez o documento foi assinado por 46 parlamentares, entidades e partidos que incluem PCB, PSB, PT, PSTU, Psol, PDT, PCdoB, PCO e a Rede Sustentabilidade e Cidadania. Outros integrantes dessa carta são Joice Hasselmann (PSL-SP) e Alexandre Frota (PSDB-SP) que já foram aliados do presidente.

Estão descritos na carta 22 crimes cometidos pelo presidente que são divididos em 7 (sete) categorias:

  • Crimes contra a existência da União;
  • Crimes contra o livre exercício dos poderes legislativo e judiciário e dos poderes; constitucionais dos estados;
  • Crimes contra o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;
  • Crimes contra a segurança interna;
  • Crimes contra a probidade na administração;
  • Crimes contra a guarda e legal emprego de dinheiro público;
  • Crimes contra o cumprimento de decisões do Judiciário.

 

Centrais sindicais como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Força Sindical, além de movimentos sociais como a Coalizão Negra por Direitos e o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) também estão entre os que assinaram o pedido, outros autores são a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

Lideranças do Brasil inteiro têm unido forças e se organizado para achar meios de tirar Bolsonaro da presidência, como uma forma de salvar o Brasil do sofrimento que o assola.

E como os povos da região da Amazônia tem isso um dos mais prejudicados pelo atual governo, várias lideranças tem se movimentado e se posicionado contra a gestão de Bolsonaro, e uma dessas lideranças é Heloíse Rocha, presidenta do PSOL em Santarém. Ela relatou porque seu Partido tem se posicionado a favor do impeachment do presidente “o Bolsonaro deve sair da presidência porque ele é um péssimo gestor, um genocida e um corrupto. Desde o início ele tem se mostrado a pessoa opressora que ele é, e que governa contra os negros, contra os indígenas, contra os estudantes e que não se importa com a vida da sua população”.

Heloise chamou a atenção a como esse governo tem prejudicado pessoas de todos os tipos de raça e classe social, e que tudo foi intensificado por causa da pandemia, por essa razão vários partidos tanto de esquerda, direita e centro, que são rivais na política, tem se unido para tirar o atual Presidente por conta de seu desgoverno.

Wisney Luiz, presidente do PSOL em Almeirim também conversou com o Tapajós de Fato e falou sobre como tem sido seu posicionamento e o de seu partido em seu município “O PSOL é um dos partidos de esquerda que mais tem se posicionado contrário ao governo de Bolsonaro, inclusive é um dos partidos que assina petições no congresso nacional a favor do impeachment do presidente, além de mobilizar a sociedade nós movimentos Brasil a fora”.

Claudionor Sales, Coordenador Regional da FETAGRI BAM, conversou com o Tapajós de Fato sobre como o atual presidente vem afetando o povo brasileiro, seja com suas ações ou com a falta delas, ao ponto de várias organizações do movimento social se empenharem para o tirar do poder “estamos vivendo no nosso país um momento de desastre para a sociedade, estamos presenciando um líder da nação se posicionar de forma muito incoerente a como ele deveria agir, é um governo que tem sido caraterizado como um governo da morte, e que suas ações contribuíram para a morte de mais de 500 mil brasileiros”.

O Tapajós de Fato também falou com Maraya Machado, que é estudante da UFOPA e também uma das lideranças da juventude no Tapajós tanto no Partido dos Trabalhadores como secretária da juventude, como atuante no movimento social, e que falou sobre como esse super pedido de impeachment pode ser visto como um avanço da democracia no país “Após retrocessos e retrocessos na frágil democracia do Brasil, esse super pedido que reuniu lideranças de várias frentes políticas nacionais e regionais, surge como um momento de esperança para que o povo seja respeitado através da democracia”.

A decisão sobre o pedido de impeachment está sob a decisão de Arthur Lira que irá declarar sobre sua decisão em breve.

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