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Mesmo foragido, assassino do artista plástico Apolinário vai a júri popular

O crime ocorreu em 15 de Novembro de 2020.

06/07/2021 15h21
Por: Tapajós de Fato Fonte: Tapajós de Fato
Mesmo foragido, assassino do artista plástico Apolinário vai a júri popular

 

 

O dia 1º de dezembro de 2020, foi marcado pela notícia do falecimento de Manoel Apolinário Oliveira de Sousa, 50 anos, artista plástico santareno, que foi vítima do disparo de arma de fogo em uma festa de comemoração pelo resultado das eleições do dia 15 de novembro. O autor do disparo foi identificado pelos canais de notícia como Sandro Correa Carvalho, vulgo “Sandrinho” ou “Santos”. 

Segundo as informações divulgadas, o acusado se apresentou à polícia civil da cidade dois dias após o ocorrido (antes do óbito de Apolinário) e entregou a arma de fogo utilizada no crime. Após o falecimento de Apolinário, o Ministério Público apresentou denúncia contra o acusado visando a sua condenação pelo crime de homicídio qualificado pelo motivo fútil (Saiba mais). 

Nesta terça-feira, dia 6 de julho, o juiz Gabriel Veloso de Araújo, titular da 3ª Vara Criminal da Comarca de Santarém, assinou a sentença de Sandro Corrêa de Carvalho, autor do crime. Sandro se encontra foragido da justiça desde o final de 2020 quando começou a ser procurado, e seu nome consta nas listas de busca da Interpol.

 

O magistrado julgou procedente a denúncia apresentada pelo Ministério Público, para pronunciar o réu Sandro Corrêa de Carvalho "pelo delito de homicídio qualificado por motivo fútil e meio que dificultou a defesa da vítima em relação ao falecido Manoel Apolinário Oliveira de Sousa (CP, artigo 121, §2º, incisos II e IV c.c. artigo 1º, inciso I, da Lei Federal nº 8.072/1990), sujeitando-o assim a julgamento perante o Egrégio Tribunal do Júri desta Comarca de Santarém".

 

O juiz Gabriel Araújo manteve a decisão que decretou a prisão preventiva de Sandro, que tem fugido da polícia desde então, pois estando em liberdade o acusado tem a possibilidade de ir atrás das testemunhas de seu crime e tentar forjar uma defesa para si. A medida, segundo o juiz, visa a garantia da ordem pública " Mantenho a decisão que decretou a prisão preventiva  do acusado, e consequentemente não concedo ao acusado o direito de recorrer em liberdade dessa decisão".

Uma campanha foi feita com o nome “Justiça para Apolinário” por muitas pessoas que gostavam do escultor, e que ficaram indignadas com sua morte. Elas se juntaram para pedir justiça pela vida do amigo, uma dessas pessoas é Cristina Caetano, artista santarena que conversou com o Tapajós de Fato e falou um pouco sobre a perda do amigo e exigiu que a justiça fosse feita, “a gente pode ver que foi feita toda uma movimentação, dinheiro envolvido e muitas pessoas que estão tentando de tudo para que a justiça não seja feita. Eu ainda tenho esperança que o Juiz que acompanha o caso, o Ministério Público, a polícia, que alguém faça alguma coisa para dar ao Apolinário a dignidade que ele merece, e que sua família possa tentar se consolar com a prisão do culpado” (Saiba mais).

 

Todos os dias no Brasil pessoas negras são mortas por causa do racismo que infecta a humanidade há anos, porém, está na hora de a justiça prevalecer e começar a condenar os autores desses crimes que merecem pagar pelo que fizeram trazendo paz a todos aqueles que perderam alguém e que nunca conseguiram justiça.

 

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