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Amazônia Deslizamento

Moradores da comunidade Jauari, em Juruti, paralisam as atividades de extração de bauxita da Alcoa, na manhã desta sexta-feira (23)

Os comunitários querem o repasse de parte da indenização que a empresa estava fazendo após deslizamento de uma barragem em dezembro de 2020, enquanto o estudo que avalia os impactos sai.

23/07/2021 16h06 Atualizada há 1 mês
Por: Tapajós de Fato Fonte: Tapajós de Fato
Moradores da comunidade Jauari, em Juruti, paralisam as atividades de extração de bauxita da Alcoa, na manhã desta sexta-feira (23)

 

 

Hoje (23), moradores da comunidade Jauri, em Juruti Velho, no município de Juruti, ocuparam a área de mineração, Platô 25, para cobrar o pagamento da indenização pelo deslizamento de uma barragem de rejeitos no dia 25 de dezembro de 2020.Os moradores alegam que não houve um acordo concreto com a empresa desde a data do deslizamento até hoje.

Saiba mais: Rompimento em mineradora causa destruição em igarapé de Juruti Velho.

Segundo informações obtidas com moradores de Jauari, a Alcoa encomendou um estudo para avaliar os impactos causados pelo rompimento da barragem para se chegar determinação final da indenização, que deveria ser de 100 mil reais para cada família. O estudo levaria cinco meses para ficar pronto, então, os comunitários entraram em acordo com a mineradora para que fosse adiantado o valor de seis salários mínimos para cada família.

O Tapajós de Fato entrevistou Beto Pereira, vice-diretor da Associação das comunidades da Região de Juruti Velho (ACORJUVE), ele falou que “a Alcoa concordou em pagar o valor durante cinco meses”, caso o estudo não ficasse pronto nesse período, “a empresa iria continuar fazendo o repasse da quantia até que o estudo ficasse pronto. Terminou os cinco meses e a Alcoa apresentou o estudo, mas não tem valor de indenização. A gente pediu para refazer o estudo, eles vão refazer, mas vão levar o estudo para dezembro, a gente quer que a Alcoa continue pagando até chegar o término do estudo”.

 
 
 
 
 
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Beto falou que foi enviado um documento para a mineradora solicitando a continuação do repasse do dinheiro, segundo ele, a empresa mandou “uma carta dizendo que não tem condições de pagar agora, só depois do estudo em dezembro. Então, por esse motivo viemos aqui na área de mina e paralisamos a atividade deles até irem na comunidade resolver a situação, fazer outro acordo até dezembro. Por que não é justo. Né? Tem 50 comunitários aqui, já saiu todo o maquinário da área e a gente espera que a Alcoa vá lá, igual quando aconteceu no dia 25, que eles iam lá todos os dias.

O vice-presidente da associação falou que logo quando encerrou os cinco meses que a Alcoa estava fazendo o repasse de parte da indenização eles chamaram a empresa, “já está com dois meses, eles não foram até à comunidade, então nós decidimos parar as atividades deles para que eles possam ir na comunidade, vamos ocupar a área até ter a reposta deles. Todas as atividades do platô 25 está parada.

 

Ao Tapajós de Fato, a Alcoa disse que: 

"A Alcoa esclarece que vem mantendo constante contato com a comunidade Jauari para solucionar os efeitos do incidente ocorrido em 26/12/2020, reafirmando seu compromisso com o diálogo e busca de soluções. 

Em 25 de março de 2021, a Alcoa e a comunidade, assistidos pela Associação das Comunidades da Região de Juruti Velho (Acorjuve), com ciência do Ministério Público do Estado do Pará,  assinaram um acordo pelo qual, a Alcoa comprometeu-se a fornecer cestas básicas e água potável para comunidade, bem como a realizar um estudo de avaliação do incidente e apuração de eventuais danos. Esse estudo apontará a necessidade de indenização financeira à comunidade. Nesse contexto, a empresa concordou em adiantar parte da eventual indenização para a comunidade. De seu turno, a comunidade comprometeu-se a não causar nenhum distúrbio as operações da Alcoa. 

Além do acordo firmado no dia 25 de março, a Alcoa comprometeu-se a realizar o reparo de um microssistema de abastecimento, retornando-o à plena operação, com nova caixa d’água.

 

A Companhia ressalta que tem cumprido todos os termos do acordo, inclusive fornecendo às famílias água potável e alimentos e atendimentos médicos à comunidade. As obras referentes ao microsistema de abastecimento e a nova caixa d´agua serão concluídas até dezembro de 2021, conforme acordado com a comunidade. Além disso, o  estudo de possíveis perdas e danos está em andamento e o pagamento do adiantamento da possivel indenização para a comunidade já foi realizado. 

 

A empresa reitera que toda negociação com a comunidade contou com o acompanhamento do Ministério Público Estadual, Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra)."

 

 

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