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Amazônia Resistência

Polícia Federal deflagra operação para combater garimpos ilegais em terras indígenas do Pará

Ao longo do trabalho foram coletadas amostras de ouro, que passarão a constar em um banco de dados da Polícia Federal.

04/08/2021 14h53 Atualizada há 1 mês
Por: Tapajós de Fato

Com o apoio da Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Federal deflagrou nos dias 3 e 4 de agosto, a Operação "Poturu", para reprimir a prática de garimpo ilegal no entorno de terras indígenas na região conhecida como Calha Norte, no estado do Pará.

A ação tem como foco a desativação de garimpos, por meio da apreensão de materiais e destruição de maquinários utilizados na prática ilegal, e a repressão de outros crimes ambientais oriundos da extração ilícita de minérios. Estima-se dano ambiental na ordem de R$ 74,5 milhões na área de garimpo de 325 hectares, conhecida como “13 de Maio”, pelos danos causados com o desmatamento e a extração mineral.

Cerca de 40 policiais federais e 16 integrantes de órgãos parceiros estão atuando na desarticulação de um garimpo de 325 hectares em atividade de extração mineral, localizado no município de Almeirim/PA.

Ao longo do trabalho foram coletadas amostras de ouro, que passarão a constar em um banco de dados da Polícia Federal, que, a longo prazo, permitirá a identificação da origem de futuras apreensões do mineral. Foram apreendidas ainda duas escavadeiras hidráulicas, oito motores de seis polegadas e uma espingarda.

Integraram a equipe policiais federais capacitados na contenção de distúrbios civis, visando preservar a integridade dos indígenas e dos invasores, e peritos criminais federais, para análise de vestígios dos graves crimes ambientais cometidos na região. Devido às grandes distâncias e impossibilidade de acesso terrestre até os pontos de intervenção, foram empregadas aeronaves da Polícia Federal e da Divisão do Subcomando de Suporte Aerotático da PRF.

Além da PF e PRF, participaram da operação agentes do Ibama, Funai, Ministério Público do Trabalho, Secretaria de Segurança Pública e Grupo Tático Aéreo do Amapá e a Subsecretaria de Inspeção do Trabalho.

A Operação Poturu se insere no contexto de atuações da Polícia Federal para proteção dos povos indígenas mais vulneráveis, a partir da identificação das terras indígenas submetidas a maior atuação de invasores, no território nacional. Ao longo deste ano, foram deflagradas operações de semelhante natureza nas Terras Indígenas Karipuna (RO), Munduruku (PA) e Yanomami (RR/AM), estando em fase de planejamento iminentes intervenções em demais áreas tuteladas.

O nome Poturu se refere à madeira da árvore utilizada para confeccionar os adornos labiais utilizados pelos indígenas da região.

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