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Câmara rejeita proposta de substituição do voto eletrônico pelo impresso

Deputado Federal Airton Faleiro comenta sobre essa vitória da democracia contra a tentativa de imposição do governo ditatorial de Bolsonaro.

11/08/2021 17h36 Atualizada há 1 mês
Por: Tapajós de Fato Fonte: Tapajós de Fato

 

 

O Plenário da Câmara dos Deputados rejeitou, nesta terça-feira (10), a PEC do Voto Impresso (Proposta de Emenda à Constituição 135/19). Foram 229 votos favoráveis, 218 contrários e 1 abstenção. Como não atingiu o mínimo de 308 votos favoráveis, o texto foi arquivado. A proposta rejeitada, de autoria da deputada Bia Kicis (PSL-DF), determinava a impressão de “cédulas físicas conferíveis pelo eleitor”, independentemente do meio empregado para o registro dos votos em eleições, plebiscitos e referendos.

Ao Tapajós de Fato, o Deputado Federal Airton Faleiro (PT) disse que já era de se esperar o resultado: “o sistema da Justiça Eleitoral se movimentou, provando que o voto eletrônico é um voto seguro, inclusive mais seguro do que o voto impresso, quanto à fraude, também houve uma movimentação que foi além dos partidos de oposição...”. Faleiro afirmou também que o resultado da votação serviu como uma demonstração ao presidente da República, Jair Bolsonaro, de que suas ameaças ditatoriais não intimidam os Poderes Judiciário e Legislativo.

 

A alteração do voto eletrônico pelo voto impresso, especialmente na região do Tapajós e do Baixo Amazonas, não se constitui como capaz de atender às necessidades do eleitorado local. Isso porque, na região amazônida, é necessário o deslocamento de pessoas e das próprias urnas por longas distâncias, muitas vezes pouco fiscalizadas, o que favoreceria ações fraudulentas. Ao contrário disso, até o presente momento, as urnas eletrônicas têm cumprido bem suas funções durante os processos eleitorais, não tendo sido apresentadas provas consistentes, nem mesmo por Jair Bolsonaro, de que houve fraude nas eleições mais recentes, de 2018, conforme ele afirma.

 

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