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Amazônia Resistência

Educadora popular de Santarém participa de intercâmbio em defesa da Amazônia

A atividade envolveu organizações do Brasil, Peru e Equador que lutam em defesa da floresta e dos povos da Amazônia.

14/08/2021 16h56
Por: Tapajós de Fato Fonte: Tapajós de Fato

O Projeto Todos os Olhos na Amazônia (TOA),  foi criado para proteger a vida e os territórios das populações tradicionais e indígenas que habitam a floresta amazônica. É uma coalizão de organizações e movimentos sociais de três países que abrigam a floresta amazônica em seus territórios, no caso, Brasil, Peru e Equador. o projeto é desenvolvido em uma articulação Pan-amazônica e atua em territórios bastantes visados e atacados por grandes empreendimentos; seja  mineração, exploração ilegal de madeira, garimpagem, o agronegócio entre outros empreendimentos.

 

No Brasil são três territórios que fazem parte  das ações da TOA, a Terra Indígena Karipuna, em Rondônia, do povo indígena Karipuna; no Maranhão, o povo indígena Guajajara; e em Santarém , o Projeto de Assentamento Agroextrativista - PAE Lago Grande.

 

Na região do PAE Lago Grande, o projeto é executado pela Fase Amazônia, uma organização que defende a sustentabilidade socioambiental dos territórios. Ela é responsável por esse braço da execução do projeto e tem estreita relação com a Feagle (Federação das Comunidades do PAE Lago Grande),  bem como outras organizações e movimentos sociais, como o STTR (Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santarém), o Grupo Mãe Terra e o Coletivo de Juventude.

 

 No dia 11 deste mês aconteceu um intercâmbio da TOA de forma online, para  que as organizações e personagens dos países, Brasil, Peru e Equador, pudessem trocar experiências e fortalecer a luta em defesa da Amazônia. Sara Pereira que é educadora da Fase Amazônia participou desse intercâmbio e contou como foi a experiência. “participei relatando não só as problemáticas que envolvem a disputa territorial, os conflitos existentes aqui no PAE Lago Grande, mas também a anunciando as alternativas e os modos de viver de organizar e de lutar aqui na nossa região”.

 

A luta em defesa da Amazônia não pode partir apenas dos povos tradicionais que são diretamente impactados pelos grandes empreendimentos, ela deve acontecer tanto nas escalas, locais, regionais, e mundial e de forma . Fazendo o mundo perceber que a “floresta é importante  não somente para quem vive nela, mas também para o mundo todo. Estamos aí  em um momento de crise climática fortíssima, em que as altas temperaturas tem provocado incêndios pavorosos na Europa, Alagamentos nunca vista antes em alguns lugares aqui do Brasil. é importante entender que as consequências das crises climáticas que já são muito sentidas nos grandes centros, podem e devem ser mitigadas com a proteção da floresta amazônica. o projeto TOA traz essa contribuição com as experiência importantíssima em pelo menos três países da Amazônia”,  pontuou Sara Pereira.

 

A educadora da Fase finalizou contando que é “um consenso que não existe floresta em pé sem proteção dos territórios dos povos da floresta. Então os principais defensores da Amazônia são os povos que habitam a floresta, as populações tradicionais, os povos indígenas, enfim, toda a diversidade de população e movimentos que estão na Amazônia são seus principais defensores”. Dessa maneira, é importante fortalecer e apoiar as pautas dos movimentos que defendem uma Amazônia viva, livre exploração das riquezas naturais. é importante que os territórios tradicionais sejam respeitados e demarcados bem como a garantia de vida aos povos originários e tradicionais da Amazônia.

 

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