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PF prende diretor do IPG, a OS que dirigiu o HMS e a UPA, ainda no primeiro mandato do Governo Nélio

Foram mais de 60 mandados de prisão. Segundo a Justiça, os desvios são estimados em R$455,6 milhões.

19/08/2021 11h19
Por: Tapajós de Fato
PF prende diretor do IPG, a OS que dirigiu o HMS e a UPA, ainda no primeiro mandato do Governo Nélio

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (18),  a Operação Reditus, para combater desvios de recursos  nas contratações de empresas para gerir hospitais municipais, regionais, de campanha e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

 

Cumprindo decisão judicial a PF  fez mais de 60 prisões em  8 estados, São Paulo, Goiás, Ceará, Amazonas, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso e Pará. No estado do Pará, os contratos somam mais de R$1,2 bilhão e envolvem 4 OSs, 5 hospitais regionais e 4 hospitais de campanha montados para enfrentamento da pandemia. Segundo as investigações, a verba repassada pelo governo do Pará às OSs (Organizações  Sociais) era usada pelas organizações para subcontratar outras empresas para prestação de serviços, a chamada “quarteirização”.

 

Em Santarém , o médico responsável por dirigir a OS Instituto Panamericano de Gestão (IPG), foi a primeira Organização Social a assumir a gestão da UPA e do Hospital Municipal, na primeira gestão de Nélio Aguiar (DEM) de 2017 a 2020. A empresa deixou de prestar serviços para à saúde por conta de decisão judicial onde foram encontradas irregularidades na gestão. O repasse mensal para o IPG era de 5 milhões de reais  e durou quase dois anos. A partir dos desdobramentos dessa operação da Polícia Federal, ontem (18), o prefeito de Santarém  declarou oficialmente o IPG como uma empresa  idônea, ela não pode concorrer em licitações, no município, por dois anos.

 

A prisão de Itamar Júnior, responsável pelo IPG, é temporária (cinco dias). A Justiça da 4ª Vara de Belém determinou também o bloqueio das contas da empresa Golden Vida Serviços Médicos Ltda. A empresa pertence a um professor da Universidade de Nova Iguaçú, no Rio de Janeiro, que tem negócios no município de Santarém. 

 

Enquanto milhares de pessoas enfrentavam filas em busca de atendimento, por vezes, morriam na fila dos hospitais superlotados, grupos econômicos e políticos lucravam com a pandemia.

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