Segunda, 27 de Setembro de 2021 01:20
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Notícias Manifestação Popular

27º Gritos dos excluídos e excluídas de Santarém

O povo não aceita mais o Brasil da forma que está, quer seus direitos de volta, seu território, saúde, empregos a liberdade e a pátria!

09/09/2021 11h14 Atualizada há 3 semanas
Por: Tapajós de Fato Fonte: Tapajós de Fato
Tapajós de Fato
Tapajós de Fato

O Grito dos Excluídos é um evento nacional que ocorre todos os anos na Semana da Pátria para denunciar os problemas  da sociedade brasileira. Em Santarém, o evento foi organizado pela igreja católica juntamente com  as pastorais e movimentos sociais, a concentração foi  em frente a Igreja de Nossa Senhora da Conceição por volta das 17h do dia 7 de setembro. 

 

Foram mais de 15 falas de diferentes organizações  cobrando por mais responsabilidades do governo federal, bem como  do governo municipal em relação ao cuidado com a vida da população. os manifestantes fizeram falas contra a criminalização do movimento social; pelos direitos dos povos indígenas; direitos das mulheres; em defesa da democracia; defesa da educação; cobraram vacina para todos; auxilio emergencial; moradia. Houve também  também intervenção artístico-cultural como teatro, música com cantores locais e declamação de poesia.

 

Isabel Cristina, que fez parte da equipe organizadora  falou ao Tapajós de Fato que o grito surtiu um resultado positivo, ela fala do medo que muitas “pessoas que preferiram ficar em suas casas para evitar um possível confronto com a apoiadores do governo Bolsonaro que também estavam fazendo manifestações por toda a cidade, “por conta de todo esse terrorismo que foi  estabelecido no Brasil e, particularmente, em Santarém”. mas que um número significativo de pessoas compareceram ao ato.

 

Ela disse ainda que que “diante da fome e da atual situação que nós estamos vivenciando, da vulnerabilidade que as famílias das periferias estão vivendo, diante da situação de desemprego e de insegurança total, não apenas a segurança pessoal, mas  insegurança alimentar”, o Grito dos Excluídos, em Santarém, foi, de fato, uma respostas. Isabel falou que a igreja precisa se posicionar mais,  mas que é inegável  a renovação que está começando a acontecer  a “presença de muitos padres, religiosos e religiosas comprometidos com a vida, comunitários e comunitárias de base que estavam lá dando o seu recado e mostrando que nós não temos medo desse terrorismo que os apoiadores desse governo genocida tem espalhado pelo  Brasil”.

 

O Grito dos Excluídos demonstra que o povo não aceita mais o Brasil da forma que está, quer seus direitos de volta, seu território, empregos a liberdade e a pátria, como diz o hino nacional “um filho teu não foge  à luta”, pontuou Isabel.

 

Para Sara Pereira, que faz parte dos movimentos sociais,  o Grito dos excluídos foi mais uma oportunidade para que  as pastorais sociais, sindicatos, e os demais movimentos sociais tiveram  para protestar contra a “política de morte feita pelo presidente Bolsonaro”. Sara falou da situação delicada que o Brasil enfrenta atualmente, “o país voltou a figurar no mapa da fome, a gente tem famílias passando fome no Brasil”. Ela falou que outros problemas sérios são: a alta no preço da cesta básica, o aumento desenfreado do preço do combustível, a botija de gás a mais de R$ 100,00,esse “aumento no preço de tudo tem feito com que muitas famílias passe necessidade e, em milhões de lares, não ter absolutamente nada para se alimentar”.

 

Para Sara, o Brasil não tem um governo que “dê respostas aos nossos problemas, o atual governo, ao invés de responder às demandas concretas do povo, as necessidades de quem vive nas periferias das cidades e nas comunidades rurais, o quê que ele faz, cria um jogo de cena, uma cortina de fumaça, ataca ministros, tudo isso para desviar a atenção, da falta de gestão e para esconder as denúncias de corrupção que esse governo. Foi contra todas essas situações que a população foi para as ruas no Grito dos excluídos aqui em Santarém” finalizou Sara Pereira.

 A situação é grave, Santarém está sendo invadida pelo agronegócio, por transnacionais, os navios e os comboios de balsas tomaram  o lugar das canoas no rio Tapajós, os madeireiros derrubam as florestas.

 

Isabel finalizou fazendo um alerta. “Eu vejo que Santarém precisa acordar, precisa se manifestar, precisa se empoderar do seu território e começar a ter soberania popular de fato, porque nós somos os verdadeiros filhos e filhas desta terra e nós precisamos defender o nosso território”, disse a educadora popular Isabel Cristina.

 

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