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Janilson Silva Duarte, suspeito de matar o jornalista Eranildo Cruz, é preso em flagrante com a moto da vítima

O suspeito, de 19 anos, foi encontrado no município de Laranjal do Jari, no Amapá.

14/09/2021 19h32
Por: Tapajós de Fato Fonte: Tapajós de Fato
Janilson Silva Duarte, suspeito de matar o jornalista Eranildo Cruz, é preso em flagrante com a moto da vítima

A polícia prendeu em flagrante, nesta segunda-feira (13), o principal suspeito de ter matado o jornalista paraense Eranildo Ribeiro da Cruz, de 54 anos. A arma do crime, um pé-de-cabra, utilizado para desferir golpes na cabeça de Eranildo, foi vista com Janilson Silva Duarte, de 19 anos, em imagens do porto de Laranjal do Jari, de onde ele teria ido para Monte Dourado. Além disso, a moto de Eranildo, que não havia sido encontrada ainda, estava em posse de Janilson, descaracterizada.

A Polícia Civil de Monte Dourado já estava investigando a morte de Eranildo Cruz há uma semana, desde o dia de sua morte.  O delegado Rodrigo Barbosa, que está à frente das investigações, afirmou que foi a Polícia Civil do Amapá que sinalizou a presença de Janilson em Laranjal do Jari. Por meio de imagens de câmeras de segurança, Eranildo foi visto com uma pessoa na garupa de sua motocicleta, pessoa que posteriormente foi identificada como sendo Janilson.

O suspeito foi transferido para a delegacia de Monte Dourado, mas ainda não foi ouvido oficialmente. Ele confessou ser o autor do crime, mas apresentou versões diferentes sobre como cometeu o crime. Há, inclusive, contradições sobre a participação de outras pessoas. Testemunhas estão sendo ouvidas pela polícia, que descarta, por enquanto, que o jornalista tenha sido torturado antes de sua morte, apesar da maneira como o corpo foi encontrado. A arma do crime passará por perícia.

Objetos de Eranildo que não estavam em sua casa, quando seu corpo foi encontrado –, câmera fotográfica e celulares – permanecem desparecidos. Segundo uma testemunha, porém, o suspeito haveria vendido a ela alguns aparelhos celulares. As informações sobre a possível receptação foram repassadas à Polícia Civil do Amapá, já que a negociação do aparelho aconteceu em Laranjal do Jari.

Resumo do acontecimento

Eranildo Ribeiro da Cruz, popularmente conhecido como Chocolate, foi assassinado na segunda-feira passada (06). Por volta das 22h daquele dia, a Polícia Civil de Monte Dourado recebeu informações de que um corpo havia sido encontrado no interior de uma residência na área urbana da cidade. Foi necessário arrombar o quarto onde estava a vítima, para encontrar seu corpo em posição "de bruços" em cima da cama de casal, coberto com lençol, com os braços para trás, com um travesseiro sobre a cabeça, totalmente despido, e com uma lesão no crânio, com sangramento. A motocicleta da vítima não estava na residência, bem como seu aparelho celular e sua câmera profissional. Eranildo foi visto pela última vez no dia anterior, por volta das 20h, sozinho, no Porto de Monte Dourado.

 

Nova nota publicada pelo Sinjor/PA

O Sindicato dos Jornalistas no Estado do Pará, que já havia publicado uma Nota sobre a morte de Eranildo Cruz, pronunciou-se novamente, dessa vez sobre a prisão do suspeito do assassinato. Confira na íntegra:

 

A Diretoria Executiva do Sindicato dos Jornalistas no Estado do Pará (Sinjor/PA), Diretoria Regional do Tapajós (DRTap) do Sinjor-Pa e a Comissão de Liberdade de Imprensa da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará (OAB-PA) comunicam que continuam acompanhando o caso de homicídio contra o jornalista Eranildo Ribeiro da Cruz (54) ocorrido há uma semana, no distrito de Monte Dourado, município de Almeirim (PA).

 

As entidades foram informadas pela Polícia Civil que um homem foi preso suspeito de participar do assassinato do jornalista nesta segunda-feira (13), no município de Larajal do Jari, Estado do Amapá.

As entidades reiteram o repúdio, pesar e pedem justiça pelo assassinato do jornalista Eranildo da Cruz.

Segundo relato da 12ª Superintendência Regional do Baixo e Médio Amazonas, o assassino teria confessado o crime e ainda está sendo ouvido sobre a motivação e outras pessoas envolvidas no brutal crime.

As entidades continuarão acompanhando o caso, prosseguem em contato, apoiando os familiares, além de cobrar uma investigação rigorosa do crime pelas autoridades para saber se há motivações políticas, ou relacionadas ao exercício do jornalismo.

O Sinjor-PA e a Comissão de Liberdade de Imprensa da OAB-PA reforçam sua solidariedade aos amigos e familiares.

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