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Amazônia Sustentabilidade

Movimento Tapajós Vivo realiza Seminário sobre “Alternativas energéticas”

Durante o encontro foi debatido o tema “Direito e sustentabilidade nos rios da Amazonia”.

21/09/2021 10h36
Por: Tapajós de Fato Fonte: Tapajós de Fato
Movimento Tapajós Vivo realiza Seminário sobre “Alternativas energéticas”

Aconteceu nos dias 17, 18 e 19 de setembro, no Centro de Formação Emaús, o seminário Alternativas energéticas: Direito e sustentabilidade nos Rios da Amazônia .este evento do Projeto Tapajós Solar e coordenado pelo Movimento Tapajós Vivo (MTV) discutiu as seguintes temáticas: “Rio Tapajós e as ameaças em curso”; “Mudanças Climáticas e as ameaças à prática do bem viver; Alternativas energéticas: Direito e sustentabilidade nos Rios da Amazônia”.

 

O evento foi realizado para que todas as organizações e representantes  das comunidades  contemplados com as ações do projeto pudessem avaliar os resultados  da iniciativa, que chega ao seu terceiro ano. 

 

Foram implantadas placas solares em cerca de 16 organizações coletivas e comunidades . O STTR, algumas pastorais de Santarém e o Espaço Mãe Natureza foram alguns locais que passaram a funcionar com a energia solar. Já em Belterra, três comunidades da Flona do Tapajós e  a Padaria Comunitária de Mulheres, da comunidade São Francisco da Volta Grande, receberam sistemas solares. Algumas comunidades da Resex também receberão painéis solares para microssistemas de abastecimento de água.

 

O Fórum de Mudanças Climáticas e Justiça Socioambiental apoiou  o Projeto Tapajós Solar . Iremar Ferreira, membro da coordenação do Fórum, falou que a parceria foi para formar uma corrente de resistência para manter o rio Tapajós vivo, livre dos empreendimentos  e atividades de destruição.

 

Para Iremar, o resultado é muito satisfatório :  “apesar de toda a pandemia a gente presenciou uma avaliação tão riquíssima do projeto. Foi para além das expectativas, alguns projetos não deram certos mas possibilitou a multiplicação, inclusive, isso foi de uma sabedoria da equipe de coordenação”. O representante do Fórum diz que fica “muito contente  e acima de tudo comprometido com a continuidade dessas lutas, seja o Projeto Tapajós Solar ou qualquer outra atividade do MTV”.

 

Carlos Alves, militante do Movimento Tapajós Vivo, avaliou o Projeto Tapajós Solar de maneira positiva, pois  trata-se de uma saída apresentada frente  às tentativas de construção de barragens no rio Tapajós. “É uma demonstração de que nós temos algo a oferecer, os movimentos populares não só denunciam as práticas de destruição da natureza, mas propõem alternativas para que a gente possa viver em um ambiente sustentável”.

 

Ileíse Martins, da Casa Familiar Rural de Belterra, uma das organizações que recebeu as ações do projeto, falou da importância do seminário para as organizações, pois é importante entender que o Projeto não se restringe apenas em instalar painéis solares, “ mas todo  o processo pedagógico que há junto”. Para ela, o alcance ambiental e social  do projeto é satisfatório:  “houve a participação jovens, crianças, nas  oficinas de educação ambiental e educação socioambiental”.

 

São iniciativas assim que podem mudar o cenário de destruição que o rio Tapajós enfrenta atualmente. Os representantes das organizações  falaram das ações que puderam ser realizadas a partir da economia na conta de energia, como a manutenção  e troca de torneiras e canos que quebrados na comunidade Maguari, ou da sala de informática que o Espaço Mãe Natureza pretende implantar para proporcionar mais atividades às crianças, adolescentes e mulheres.

 

O Movimento Tapajós Vivo surgiu exatamente da necessidade de lutar contra projetos de barragens para este rio, para evitar que aconteça com o Tapajós o que aconteceu com o rio Xingu, que foi totalmente destruído com a construção da Hidrelétrica de Belo Monte. Mostrar também as saídas viáveis, ambientalmente corretas e economicamente viáveis  como o uso da energia solar, uma  energia descentralizada. Outra contrapartida que surgiu do Tapajós Solar foi um documento apresentado à Câmara de vereadores de Santarém para que todas as escolas do município passem a funcionar com energia solar. O projeto ainda aguarda por votação.

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