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Jornalista é ameaçado de morte em Itaituba

Sindicato de Jornalistas lança nota de repúdio, onde afirma providencias judiciais.

21/09/2021 14h18 Atualizada há 4 semanas
Por: Tapajós de Fato Fonte: Tapajós de Fato

 

 

Mesmo com todas as leis e datas comemorativas existentes para lembrar a todos que censura é crime, essa ainda é a realidade do Brasil, principalmente em pequenos municípios onde, principalmente, grandes proprietários de terra, empresários ou pessoas ligadas a espaços políticos, como governos, acreditam que podem controlar o que se é noticiado e a maneiro como se é noticiado, tentando assim influenciar a opinião geral da população.

 

Através de ameaças que podem vir de diversos jeitos, comunicadores costumam sofrer retaliações por conta de seu trabalho de comunicar aquilo que deve ser de conhecimento de todos. 

 

Há algumas semanas, o Tapajós de Fato fez uma matéria sobre o assassinato do jornalista Eranildo Ribeiro da Cruz que foi morto no dia 06 de setembro, no distrito de Monte Dourado, município de Almeirim (PA). 

 

Saiba mais:

Aos 54 anos, o jornalista Eranildo Cruz é assassinado em Monte Dourado 

Janilson Silva Duarte, suspeito de matar o jornalista Eranildo Cruz, é preso em flagrante com a moto da vítima

 

 

Mais recente, no dia 17 de setembro, aconteceu no município de Itaituba, outro caso de perseguição a jornalistas, desta vez, Ramilso dos Santos, que quase foi atropelado juntamente com sua esposa por um carro, recebeu ainda ameaças do dono do veículo.

 

Em conversa com o Tapajós de Fato, Ramilso relatou o que aconteceu e falou sobre a perseguição sofrida por aqueles que noticiam o que deve ser noticiado ao povo.

 

O jornalista contou que não conhecia a pessoa que o ameaçou até o dia da inauguração do Hospital Regional do Tapajós em que iniciou uma confusão, e essa pessoa tentou tomar o microfone de sua mão. 

 

E então, relatou o acontecido: "Desde então, eu fiz algumas matérias, não contra o Governo como eles dizem, mas sempre mostro o que é certo e o que é errado, isso tem incomodado muitas pessoas. E eu suponho que seja em razão disso, porque quando ele desceu do carro, já veio me dizendo que eu não era ninguém, que sou apenas um empregado de merda, que depende de um salário mínimo para viver, e em seguida perguntou se eu queria tomar um tiro na cara”.

 

Em tom de desabafo, o jornalista contou que em Itaituba se alguém mostra o lado errado da gestão todos ficam irritados e falou sobre seu compromisso com sua profissão: “Mostro o que é certo e o que tá errado, e, infelizmente nem todos têm esse pensamento, aqui em itaituba poucos têm, aqui mostram o que mandam mostrar, afinal, são pagos pra isso, a verdade incomoda”.

 

Em apoio ao profissional, a Diretoria Executiva do Sindicato dos Jornalistas no Estado do Pará (Sinjor/PA) lançou uma nota, confira na íntegra.

 

 

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