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Amazônia Dia da Árvore

Dia da Árvore: No Pará, os índices de desmatamento e queimadas em 2021 são alarmantes

Altamira, Novo Progresso e São Félix do Xingu são os municípios paraenses recordistas em degradação ambiental

21/09/2021 17h26
Por: Tapajós de Fato
Dia da Árvore: No Pará, os índices de desmatamento e queimadas em 2021 são alarmantes

O Dia Nacional da Árvore é comemorado em 21 de setembro. A data foi estabelecida pelo Decreto Federal 55.795/65 e busca ser um momento de reflexão sobre a importância das árvores, florestas e serviços ecossistêmicos. Assim, busca-se conscientizar sobre a importância da preservação desses elementos, e incentivar atitudes nesse sentido, como plantar árvores, revitalizar jardins e ajudar entidades que promovam a preservação da natureza.

 

Na região Norte, porém, 3 estados ocupam o ranking de queimadas: Amazonas, Pará e Rondônia. Esses estados compõem a área da Amazônia Legal, que teve 810 km² de seu território desmatados apenas em março deste ano, de acordo com dados do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Isso mostra que o objetivo do Dia Nacional da Árvore não foi alcançado – ao invés da tão pretendida preservação, está havendo cada vez mais degradação e desmatamento.

 

O verde se perde em meio às chamas

O Pará está entre os estados que mais registraram queimadas neste ano e lidera, por mais de 15 anos, o ranking de desmatamento na Amazônia, de acordo com o Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes). Altamira e Novo Progresso, ambos localizados no oeste do estado, são os municípios onde mais houve registros de queimadas. Além disso, os municípios e unidades de conservação mais queimadas e as terras indígenas mais desmatadas localizam-se nesse estado. 

 

Em 2019, Novo Progresso presenciou uma série coordenada de incêndios florestais, que provocou, em apenas um dia, um salto de 300% dos focos de queimadas, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Esse acontecimento, denominado “Dia do Fogo”, teve origem criminosa, com o objetivo de retirar a vegetação nativa para facilitar o avanço da grilagem e, consequentemente, das fronteiras agrárias. Depois disso, o panorama não foi alterado.

 

Em 2020, Altamira, Novo Progresso e São Félix do Xingu apresentaram índices ainda mais altos de queimadas – foram 41.173 focos de incêndios em Altamira, 17.691 em Novo Progresso e 39.626 em São Félix do Xingu. 

 

Já neste ano, o desmatamento ainda apresenta taxas elevadas nos municípios. Em Novo Progresso, o desmatamento entre os meses de abril e junho aumentou 91% em comparação com o mesmo período do ano passado. Em Altamira, a taxa de desmatamento está muito próxima ao período de 2019, com aumento de 2%, enquanto em São Félix do Xingu houve redução de 7%.

 

Como trazer um novo ar ao cenário? 

A Amazônia, normalmente, absorve o carbono que poderia estar na atmosferaPorém, o desmatamento e as mudanças climáticas fazem com que essa capacidade seja reduzida. Assim, o bioma está se transformando em emissor de carbono. Isso desequilibra o ecossistema, aumentando a incidência de queimadas e das emissões de gases de efeito estufa. 

 

Para evitar que os efeitos negativos aumentem e gerem mais malefícios aos seres humanos, há uma série de práticas que podem ser exercidas: Não jogar pontas de cigarro em áreas florestais; não queimar lixo doméstico – o que é, inclusive, considerado crime, segundo a Lei de Crimes Ambientais nº 9.605; não lançar fogos de artifício em locais de vegetação; Nunca abandonar fogueiras ou braseiros sem antes se certificar que o fogo foi totalmente extinto; Não usar fogo na limpeza de terrenos; para proteger grandes áreas de plantação, promova aceiros, que são faixas de solo nu limpas de qualquer vegetação; queimar para plantio apenas com autorização do Corpo de Bombeiros e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente. Além disso, caso observe algum foco de queimada em áreas florestais, é importante denunciar. 

 

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