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Carla Munzanzu, atual coordenadora do curso de Antropologia da Ufopa, fala sobre as eleições para a reitoria da universidade

partir de outubro inicia o período de campanha dos candidatos à reitoria, é importante o engajamento da comunidade acadêmica na construção de ideias e defesa da Universidade.

23/09/2021 10h27 Atualizada há 3 semanas
Por: Tapajós de Fato
Carla Munzanzu, atual coordenadora do curso de Antropologia da Ufopa, fala sobre as eleições para a reitoria da universidade

A eleição para escolher a nova reitoria da Universidade Federal do Oeste do Pará acontecerá no final deste ano. Hoje, quem ocupa o cargo é o doutor Hugo Diniz, que foi oposição em 2017. Em 2021, a oposição é encabeçada por Edilan Quaresma, que é doutor em Ciências com ênfase em Estatística e Experimentação Agronômica pela Esalq/USP. A doutora Carla Ramos Munzanzu, que também é a atual coordenadora do curso de Antropologia da Ufopa, falou ao Tapajós de Fato sobre a pergunta: “como funcionam as eleições para a reitoria da universidade”?

 

Segue a resposta de Carla Munzanzu na íntegra:

“Nos próximos meses, outubro, novembro e dezembro a Ufopa vai passar pelo seu processo de consulta à comunidade acadêmica para decidir sobre quem vai compor a gestão superior entre os anos de 2022 a 2025. Essa consulta, que vai ouvir através do voto, as três categorias, discentes, técnicos e docentes, sobre os rumos da Ufopa, é um momento muito especial de celebração da democracia e da autonomia da instituição nos processos de escolha dos (das) seus dirigentes. Nesta quinta-feira, dia 23 de setembro, o Conselho Superior da Ufopa (Consun), vai se reunir para analisar as minutas de resoluções que ditam as regras para a consulta feita à comunidade, e também para a eleição propriamente dita, que ocorre em um Colégio Eleitoral a ser constituído em sua maioria por docentes, conforme determina a legislação federal.

 

É importante que todes possam participar dos debates sobre os caminhos que a Ufopa vai tomar nos próximos anos porque vão impactar diretamente a nossa região do Oeste do Pará. É preciso sublinhar que as universidades públicas Federais são fundamentais para o desenvolvimento social, cultural, econômico e tecnológico. Essas instituições também funcionam de maneira a nos colocar no debate mundial a partir das nossas pesquisas, dos projetos de extensão que desenvolvemos, e da nossa circulação por instituições estrangeiras de várias partes do globo. 

 

Estamos vivendo tempos muito difíceis, a pandemia da COVID-19 e a aguda crise econômica que estamos enfrentando vai exigir de todos nós uma reflexão e tomada de decisão que considere os melhores projetos, e as qualidades imperativas para o grupo que vai gerir e gestar uma comunidade acadêmica, que além de tudo enfrenta os desafios do luto de tantas vidas perdidas. Eu penso que todas nós estamos ainda atravessadas por nossas experiências e de colegas próximos que perderam entes queridos.  

 

Esse é mais um motivo para ficarmos todes atentos e participativos no processo de consulta da Ufopa, porque a universidade está de luto, de certa forma, mas temos que colocá-la de pé, na luta, por caminhos futuros mais harmoniosos e inovadores. É como costumo falar aos alunos do curso de antropologia: "neste momento, ninguém larga as mãos de ninguém", fazendo referência a um projeto de universidade que precisa estar comprometido com a excelência da sua produção científica, com o desenvolvimento social e econômico da região, mas que se mantenha alinhada ao compromisso social que está nas origens da Ufopa, que é uma das universidades mais importante do país e da "América Ladina", como define a intelectual negra Lélia Gonzalez.

 

Por isso, é importante o engajamento da comunidade acadêmica na construção de ideias, propostas e projetos em defesa da Universidade pública gratuita e de qualidade para todas e todos”.

 

Segundo Carla, os candidatos ainda não podem se manifestar como tal, pois o período oficial de campanha eleitoral ainda não iniciou. As chapas serão lançadas a partir do próximo mês. Além disso, a doutora frisa a importância de informar a sociedade, de maneira geral, sobre esse processo decisório. Todos podem acessar as reuniões e resultados da Universidade através das redes sociais, como Instagram e YouTube.

 

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