Sábado, 16 de Outubro de 2021 08:33
093991489267
Notícias 02 de Outubro

População realiza ato pelo Fora Bolsonaro no centro de Santarém e no Lago Grande

Os atos cobravam a baixa dos preços, o impeachment entre outras pautas coletivas.

03/10/2021 13h02 Atualizada há 2 semanas
Por: Tapajós de Fato Fonte: Tapajós de Fato
População realiza ato pelo Fora Bolsonaro no centro de Santarém e no Lago Grande

Acompanhando a programação nacional de ato contra o governo de Bolsonaro, os santarenos também foram às ruas na tarde de ontem (02). Os manifestantes concentraram-se na Praça do Pescador, frente a Orla da cidade, com faixas, bandeiras e cartazes denunciando a irresponsabilidade do governo federal com o Brasil.

 

Os manifestantes permaneceram no local por cerca de  duas horas, onde revezavam entre falas, gritos de ordens, apresentações musicais e declamação de poesias.

 

Para o padre Guilherme, que faz parte das Pastorais Sociais, uma das organizações que ajudou na preparação do ato, os brasileiros já cansaram da falta de gestão de Bolsonaro, “chega de fome, de desemprego  e basta de preços altos, chega de mortes. Precisamos de vacina  e por isso pedimos o impeachment  já desse governo!”

 

Em sua fala, o padre diz ainda que, “  Nós temos combinado para que seja  um foram Bolsonaro em nome da Amazônia e por isso, estamos junto com os indígenas, quilombolas e as comunidades tradicionais, todos os grupos que fazem parte da Amazônia, contra tudo aquilo que está destruindo a nossa floresta. Falamos também contra o agronegócio e contra a mineração  que está acabando com os territórios.

 

Assim como demais atos que já foram realizados em Santarém, a juventude compareceu de forma muito intensa,  Renata Moara militante dos coletivos Juntos e Juntas, acredita que  “ é muito importante que a juventude esteja nesses espaços de luta.  A juventude, historicamente, é corajosa, tem força e enfrentou momentos sombrios na nossa história e mais uma vez ela tem em suas mãos um poder gigante de mobilização”. 

 

Nos últimos anos, tanto na esfera municipal  como da federal tem se formado uma avalanche de privatizações dos serviços  públicos. A PEC 32 que trata da Reforma Administrativa é a “bola da vez”, o texto base dessa emenda foi aprovado e segue agora para votação na Câmara dos Deputados. Regina Brito, funcionária pública, que estava representando o Sintsep, fala do quão perigoso é para os brasileiros, principalmente as classe minoritárias, caso a PEC seja aprovada. "A reforma administrativa que eles tanto falam é, na verdade, a redução dos estado mínimo, vai prejudicar não só os servidores públicos mas também os órgãos públicos, eles querem acabar com os órgãos públicos”.

 

Regina diz ainda que  o SUS e a educação serão os mais prejudicados, “eles querem  entregar nas mãos da iniciativa privada, privatizar tudo! Aí não vai ter concurso público  porque  durante 10 anos essa PEC vai ser só contratação.  É por isso que nós somos contra, porque toda pessoa que precisa do serviço público não vai ter mais onde procurar, vai ter que pagar.”

 

 Lago Grande também gritou Fora Bolsonaro 

Pela primeira vez, moradores do  PAE Lago Grande foram às ruas, para protestar contra os altos preços. O ato, com o tema “Clamor contra os altos preços”, reuniu mais de 100 veículos e mais de 800 pessoas, entre crianças, jovens, mulheres, homens e lideranças, todos cumprindo as medidas de proteção contra a COVID-19. 

 

O jovem Darlon dos Santos, liderança do território do Lago Grande, falou ao Tapajós de Fato: “nós estamos sendo os prejudicados. O Lago Grande do Curuai despertou que de fato, esse governo de morte tá destruindo a classe trabalhadora... nós não aceitamos essa política de morte. Olha o preço do gás, da gasolina, do combustível... da cesta básica, da energia... esse governo está prejudicando a classe trabalhadora, e nós estamos aqui dizendo que nós estamos resistindo, e pela primeira vez, foi um ato grandioso  não esperávamos um público tão grande que participou, porque de fato, foi o povo que foi pra rua dizendo ‘nós não aguentamos mais’, ‘nós não estamos mais aguentando’”.



Seja na cidade de Santarém, seja no Lago Grande, os atos foram   em defesa da vida, da democracia contra  os altos preços e  pediram a saída imediata de Bolsonaro da presidência do Brasil.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.