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1º Fórum Nacional da Educação Superior Indígena e Quilombola

A mobilização trata das demandas necessárias para que indígenas e quilombolas possam se manter na universidade.

05/10/2021 12h31 Atualizada há 2 semanas
Por: Tapajós de Fato Fonte: Tapajós de Fato
1º Fórum Nacional da Educação Superior Indígena e Quilombola

 

 

Acontece neste mês de outubro em Brasília o 1º Fórum Nacional da Educação Superior Indígena e Quilombola. O evento tem como tema “Os desafios do acesso e permanência de quilombolas e indígenas no ensino superior  brasileiro” e acontece do dia 4 ao dia 8.

 

A mobilização  trata do desmonte das políticas públicas do ensino superior, além de outras demandas necessárias para que indígenas e quilombolas possam se manter na universidade.

 

Para essa mobilização, a Ufopa liberou um recurso no valor de R$1.550,00 para que cada estudante custeasse suas passagens de ida e volta e sua estadia. Inicialmente, seriam 25  estudantes selecionados, sendo 15 quilombolas e 10 indígenas, para terem acesso a esse recurso. Porém, a verba não era suficiente para custear a todos, então, os estudantes se organizaram para irem em um grupo de apenas 10 pessoas, sendo 5 quilombolas e 5 indígenas, para que, dessa forma, o recurso dos alunos que não fossem pudesse ser repassado aos demais. 

 

 

Porém, segundo informações da comitiva de estudantes, além de não dar a devida assistência aos alunos, a atual direção da Ufopa não permitiu que esse recurso fosse repassado para os estudantes que foram a Brasília, mesmo tendo em mente que o valor havia ficado abaixo do necessário para cada aluno se manter no acampamento.

 

Como forma de auxílio, o Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns (CITA) levantou um recurso para que mais duas estudantes fossem a Brasília e contribuiu com uma ajuda de custo para que os estudantes indígenas se mantivessem no acampamento.

 

O Tapajós de Fato conversou com Danielle Cardoso, estudante indígena do curso de Antropologia da Ufopa, que falou um pouco sobre essa mobilização nacional.

 

Para ela, a importância da mobilização dos estudantes indígenas é de mostrar que o movimento indígena corre  junto e pelas mesmas causas, tanto suas lideranças de base como os universitários que estão buscando, dentro da universidade, conhecimentos para que futuramente possam ajudar seu povo juntamente com suas lideranças.

 

Danielle disse ainda: “esse é o momento de mostrarmos para nossas lideranças e antepassados que honramos os esforços deles de termos espaço na universidade do branco e que esses esforços não foram em vão, e que iremos lutar pelos nossos direitos e dos que estão por vir assim como eles fizeram e fazem”.

 

A estudante explicou também que, quando um parente ingressa na universidade, ele se torna inspiração, esperança. A aldeia deposita confiança naquele universitário para que ele se forme e traga seus conhecimentos para dentro do território, conquiste lugares e cadeiras onde o indígena não tinha vez nem voz e passe a ser porta-voz do seu povo.

 

Como o tema do Fórum já diz,  os estudantes quilombolas e indígenas não têm dificuldade apenas para entrar na universidade, mas também durante todo o curso. São criações e ensinos diferentes, e por isso a universidade deve valorizar todo o ensinamento e cultura que eles carregam,  além de criar mais espaços nas universidades para que eles preencham e se representem e, com isso, aumentem a quantidade de alunos quilombolas e indígenas que se formam.

 

 

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