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Saúde Meio Ambiente

Queimadas no Baixo Amazonas geram impactos na saúde da população

As queimadas foram responsáveis pela elevação dos percentuais de internações por problemas respiratórios nos últimos 10 anos no Pará.

26/10/2021 17h35
Por: Tapajós de Fato Fonte: Tapajós de Fato
Queimadas no Baixo Amazonas geram impactos na saúde da população

No ano de 2020, o Brasil alcançou o maior número de queimadas na década. Segundo o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), a floresta amazônica registrou 103.161 focos ante 89.171 em 2019, um aumento de 15,7%. O Pará foi o Estado da Amazônia que concentrou o segundo maior número de queimadas em agosto deste ano. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram 7.853 focos – 28% do total de queimadas na região. Altamira, Novo Progresso e São Félix do Xingu, municípios paraenses, concentram o maior número de focos de calor em toda a Amazônia Legal.

 

O Tapajós de Fato entrou em contato na última quarta-feira (19), com a Secretaria Municipal de Saúde e com o Hospital Municipal de Santarém, em busca de dados a respeito de pessoas afetadas pela inalação de fumaça derivada de queimadas, mas a informação recebida é de que não houve entrada de pacientes com sintomas relacionados a esse problema.

 

Além dos danos ambientais, estudo da Fiocruz e do WWF-Brasil aponta que as queimadas na Amazônia foram responsáveis pela elevação dos percentuais de internações hospitalares por problemas respiratórios nos últimos 10 anos no Pará, entre outros estados da região. O levantamento mostra também que a pandemia, somada às queimadas florestais, pode ter agravado a situação de saúde da população da Amazônia legal, pois os poluentes oriundos das queimadas podem causar uma resposta inflamatória persistente, aumentando o risco de infecção pelo novo coronavírus. 

 

Assim, mesmo com a possível subnotificação, por conta de inconsistências na base de dados do DataSUS, os valores diários de poluentes são extremamente elevados e contribuíram para aumentar em até duas vezes o risco de hospitalização por doenças respiratórias devido à inalação de fumaça emitida por incêndios florestais.

 

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