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Saúde Covid-19

O avanço da Covid-19 no Baixo Amazonas

O Tapajós de Fato ouviu profissional da saúde e pessoa acometida pela doença, mas já recuperada, na região.

29/10/2021 19h28
Por: Tapajós de Fato Fonte: Tapajós de Fato
O avanço da Covid-19 no Baixo Amazonas

Com o avanço da vacinação por todo o país, os números de infectados e de mortes têm refletido positivamente os efeitos da imunização. Na mesorregião do Baixo Amazonas não é diferente. O último boletim da Covid-19 divulgado pela Prefeitura de Santarém, nesta quinta-feira, 28, por exemplo, informou que não há registro de novos óbitos em decorrência da doença e que apenas 49 novos casos foram positivados. 

 

Ainda assim, há o surgimento de novas variantes do vírus, como a Gamma e a Delta, o que causa preocupação. Por isso, a Prefeitura “reforça em seus boletins que o isolamento social, as medidas de higiene e de etiqueta social são fundamentais no combate ao novo coronavírus”.

 

De mesma opinião, o clínico geral e nefrologista Everaldo Martins concedeu entrevista ao Tapajós de Fato falando sobre o comportamento do coronavírus e sobre a importância de manter os cuidados recomendados desde o início da pandemia. Segundo ele, o vírus gerou a pandemia devido à falta de isolamento e distanciamento social, e porque as pessoas não usam máscaras nem álcool em gel. Além disso, as pessoas têm medo do diagnóstico e de procurar assistência médica e sanitária no início dos sintomas. 

 

No Oeste do Pará, o vírus repete a evolução de outros estados brasileiros e de outros países, onde a população e os governos federais erraram, principalmente no começo da pandemia, no combate à doença. Assim, para o médico Everaldo Martins, “cabe continuar seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde, primeiramente. O momento é de vacinação em massa, com o reforço da terceira dose, e de cuidar das crianças para prevenir. Ademais, monitorar a doença especialmente com atenção para tentar evitar novas variantes que não sejam combatidas pelas vacinas contra o coronavírus”.

 

Sobre o surgimento de novas cepas (variantes), Everaldo explica: “as novas variantes surgem como um ‘erro’ de replicação do vírus. E em grupos fechados, com aglomeração, em casos de reinfecção na mesma pessoa (suspeita de duas infestações diferentes da mesma patologia) é quando aumenta, de repente, o número de casos novos da doença... as variantes de interesse, já identificadas, mas que ainda não têm um comportamento epidemiológico preocupante, são sete. A que pode ser a próxima variante de preocupação chama-se mu. Surgiu na Colômbia, país vizinho do Brasil na América do Sul, onde já representaria até 39 % dos casos”.

 

Depoimento de pessoa recuperada da doença

 

Váldria Maria Almeida da Silva, moradora de Oriximiná, passou 28 dias internada no hospital do município. “Como não tive melhora, fui transferida para a UTI do Hospital Regional do Baixo Amazonas, só não fui entubada. O meu problema era muito cansaço". 

 

 

Váldria diz ainda que “aqueles casos que eram possíveis tratar no HMO ficavam, aqueles com complicações por conta da covid iriam para outras localidades, como Santarém, Itaituba e Belém”. Ela afirma também que é muito grata aos profissionais que a atenderam nos dois hospitais em que esteve internada: “eu fui muito bem atendida, até hoje ainda tenho sequelas,  mas agora ainda estou bem melhor”, pontua.

 

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