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Política Eleições 2022

Eleições 2022: Como funcionarão e o que pensam as pessoas sobre o próximo pleito

Novas regras para o pleito foram divulgadas. Brasileiros de diversos grupos sociais foram ouvidos sobre suas expectativas para o ano eleitoral.

08/11/2021 18h11
Por: Tapajós de Fato Fonte: Tapajós de Fato
Eleições 2022: Como funcionarão e o que pensam as pessoas sobre o próximo pleito

Em menos de um ano, no dia 2 de outubro de 2022, os eleitores brasileiros irão às urnas para escolher o novo presidente da República, além de governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais. O segundo será no dia 30 do mesmo mês. O Brasil é reconhecido como uma das maiores democracias de todo o mundo no cenário internacional: os brasileiros parecem ser, aos olhos de outros países, uma sociedade em que a democracia é de fato uma realidade e em que a constituição de fato assegura de maneira ampla e incisiva os direitos e os deveres do cidadão. Além disso, o processo eleitoral no Brasil é tido como um dos mais seguros de todo o mundo.

 

É importante dizer que para este ano, o TSE divulgou novas regras para o período eleitoral, confira: 

 

  • Entre 2022 e 2030, serão contados em dobro os votos dados a candidatas mulheres ou a candidatos negros para a Câmara dos Deputados;

  • Em 2022, o Fundo Especial de Financiamento de Campanha - chamado de fundo eleitoral - terá R$ 5,7 bilhões. Esse é o valor previsto para o financiamento de campanhas políticas. Os recursos são divididos da seguinte forma: 2% dos recursos do fundo devem ser divididos entre todos os partidos; 35% dos recursos devem ser divididos entre os partidos na proporção do percentual de votos válidos obtidos pelas siglas que tenham pelo menos um representante na Câmara dos Deputados, tendo por base a última eleição geral; 48% dos recursos do fundo serão divididos entre os partidos na proporção do número de representantes na Câmara dos Deputados na última eleição geral; 15% dos recursos do fundo devem ser divididos entre os partidos, na proporção do número de representantes no Senado, contabilizados aos partidos para os quais os senadores foram eleitos.

  • O Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos ou fundo partidário deve alcançar R$ 1,2 bilhão em 2022. A divisão é feita da seguinte forma: 5% do total do Fundo Partidário serão divididos, em partes iguais, a todos os partidos aptos que tenham seus estatutos registrados no Tribunal Superior Eleitoral; 95% do total do Fundo Partidário serão distribuídos a eles na proporção dos votos obtidos na última eleição geral para a Câmara dos Deputados.

  • Parlamentares que ocupam cargos de deputado federal, estadual e distrital e de vereador podem deixar o partido pelo qual foram eleitos, sem perder o mandato, caso a legenda aceite. 

  • A emenda constitucional incluiu a previsão para a realização de consultas populares sobre questões locais junto com as eleições municipais. Essas consultas terão que ser aprovadas pelas câmaras municipais e encaminhadas à Justiça Eleitoral em até 90 dias antes da data das eleições. Os candidatos não poderão se manifestar sobre essas questões durante a propaganda gratuita no rádio e na televisão.

  • Apesar de não fazer parte da Emenda Constitucional 111, outra mudança nas regras eleitorais terá validade no próximo pleito: ao derrubar o veto do presidente Jair Bolsonaro, o Congresso Nacional validou o projeto que permite a reunião de dois ou mais partidos em uma federação.

  • A Câmara dos Deputados aprovou ainda outra proposta com a revisão de toda a legislação eleitoral.

  • O texto aprovado na Câmara estabelece a quarentena de diversas carreiras. A proposta aprovada pelos deputados exige o desligamento de seu cargo, quatro anos antes do pleito, para juízes, membros do Ministério Público, policiais federais, rodoviários federais, policiais civis, guardas municipais, militares e policiais militares.

  • Autorização para candidaturas coletivas para os cargos de deputado e vereador. O partido deverá autorizar e regulamentar essa candidatura em seu estatuto ou por resolução do diretório nacional, mas a candidatura coletiva será representada formalmente por apenas uma pessoa.

 

A importância do Voto Consciente 

 

Muitos eleitores não acreditam na possibilidade de mudar a história do país, pois acreditam que a corrupção sempre estará presente na política brasileira. No entanto, é fundamental que os eleitores façam suas escolhas de forma consciente e séria, tendo em vista que, no atual contexto político e social do Brasil, as eleições representam um dos raros momentos em que todos se igualam, pois não há diferença de raça, sexo, condição financeira, classe ou grupo social no valor no voto.

Para exercer um voto consciente, é preciso conhecer o funcionamento do processo eleitoral brasileiro. É importante que o eleitor procure se informar a respeito das ideias do partido político ao qual o seu candidato está filiado, e sobre a atuação de cada candidato. Somente assim, o eleitor contribuirá para impedir a eleição de maus políticos e possibilitará o alcance de uma maior legitimidade no processo eleitoral.

 

Opiniões sobre as eleições de 2018

 

O Tapajós de Fato realizou uma breve escuta, em que foram colhidas as opiniões de cidadãos de diversos grupos sociais sobre as eleições de 2018. Muitas pessoas afirmaram ter se desapontado com o resultado e frisaram o papel das fake news e da polarização nesse processo. Confira alguns depoimentos:

 

“Achei justa e inédita, onde de fato a voz popular foi ouvida nas urnas”.

 

“Sobre as eleições de 2018, a nível nacional, pra mim foi uma decepção. Fiquei bem desapontada, não era o resultado que eu esperava, mas na reta final da campanha, já dava de perceber quem seria eleito como presidente. Então eu fiquei como se me faltasse um estímulo pras próximas eleições, diante do resultado ruim que a gente teve”.

 

“Essa polarização foi tomada pelo antipetismo eu acredito. O Bolsonaro fez a campanha baseada na oposição, muitas pessoas apoiavam sim ele pelos ideais, não podemos ignorar o fato de que existem muitas pessoas preconceituosas e intolerantes no Brasil, e o apoio a ele foi reflexo disso, mas muitos também foram movidos pela vontade de tirar o PT do poder”.

 

“Polarização, desinformação e propagação de fake news claramente definiram a eleição de Bolsonaro”.

 

“Um candidato surgiu na internet falando aquilo que muita gente queria ouvir e venceu! O sentimento anti-petismo foi crucial também, ele foi maior do que escolher alguém misógino, preconceituoso e que em anos de vida pública não fez praticamente nada. E hoje, após três anos percebemos que mitos não existem, vemos a ciência marginalizada e o Brasil cada vez mais solitário no cenário mundial. Triste”.

 

“2018 foi um fiasco com a eleição do atual presidente, totalmente despreparado. O povo deu um tiro no próprio pé, cegos de tanto ódio do PT não viram o abismo em que estavam caindo”.

 

“As eleições de 2018 refletiram a vontade popular, tendo em vista que nós vivemos em uma democracia. Particularmente, o resultado não me agradou, e isso foi se confirmando no desenvolvimento do próprio governo... o número de desempregados aumentou, um governo que tinha a obrigação de liderar as ações em uma pandemia e não o fez, o que causou a morte de milhares de pessoas”. 

 

As mesmas pessoas falaram sobre suas expectativas para as eleições de 2022, que incluem, muitas vezes, a esperança de que haja uma terceira via. Confira:

 

“A esperança é 2022. Que a população consiga analisar bem as propostas e tomar a melhor decisão para o país, pensando na coletividade”.

 

“Que ela siga as linhas democráticas sem interferência da máquina do sistema nem para A ou B”.

 

“Espero que as leis sejam mais rigorosas para coibir essas práticas criminosas, mais consciência crítica por parte dos eleitores (e de classe também)”.

 

“Para as eleições de 2022 eu só quero uma coisa: Fora Bolsonaro! Mas espero que como eleitores possamos encontrar uma via única, a que seja a solução para o problema que iremos enfrentar, pois não serão poucos visto o desgaste que o atual governo causou em diversos setores. Espero o voto seja consciente e pensado, e sei que vai ser difícil, já que há uma polarização enorme no Brasil, enfrentamos uma onda de negacionismos e isso irá pesar ainda mais no próximo ano”. 

 

“Pra 2022 eu tenho esperanças realmente de que o Brasil consiga reverter o cenário político de caos que se estabeleceu, foi um período bem difícil pro nosso país então eu tenho muita esperança de que a população ponha a mão na consciência mesmo, analise a situação que estamos vivendo e tente cooperar mais. Falo isso por pessoas que apoiam o governo atual. E espero que quem tá sempre lutando continue lutando, porque uma hora a gente consegue”.

 

“Espero que os eleitores tenham aprendido com os próprios erros e votem com consciência! Que investiguem melhor o histórico dos candidatos”. 

 

“Espero que os eleitores votem em candidatos que apresentem projetos reais e possíveis de serem desenvolvidos. E que os candidatos não se escondam atrás do nome de Deus, para compensar a falta de competência para o cargo e de compromisso com a população”.

 

Vale lembrar que, para participar do processo eleitoral de 2022, é preciso estar em dia com a Justiça Eleitoral, além de emitir, transferir ou regularizar o título eleitoral. Antes de solicitar alteração de endereço ou de outros dados pessoais, bem como no caso de regularização de inscrição, é preciso verificar se  há débito com a Justiça Eleitoral e efetuar o pagamento no Banco do Brasil.

 

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