Domingo, 23 de Janeiro de 2022
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Profissionais da educação da rede estadual entram em greve em Santarém

A categoria de profissionais não docentes cobra para que também recebam abono salarial que foi aprovado apenas para o grupo do magistério.

21/12/2021 às 18h13
Por: Tapajós de Fato
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Profissionais da educação da rede estadual entram em greve em Santarém

Aconteceu na manhã desta terça-feira (21), nas dependências da 5ª Unidade Regional de Ensino (5ªURE), uma assembleia em que os profissionais da educação não docentes, que é o quadro de profissionais formado por vigias, serventes, porteiros secretários e secretárias e assistentes administrativos, que decidiram entrar em greve por tempo indeterminado, cobrando mais valorização por conta do governo do estado.

 

A principal pauta dos servidores é em relação ao abono do Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica), um abono que o governo do estado Pará aprovou em  legislação mas o abono é apenas para o chamado grupo do magistério, que são os professores. Com isso, quem tem até 100 horas, vai receber até R$ 2,5 mil. Aqueles que têm até 150, vão receber R$3,5 mil. Para os que têm até 200 horas, o abono salarial será de R$ 5 mil. Segundo vídeo feito pelo governador Hélder Barbalho, o pagamento já iniciaria agora no mês de dezembro. 


Em entrevista ao Tapajós de Fato, Marcio Pinto, que faz parte da rede estadual de ensino, falou que  a exemplo do que outros estados  e prefeituras fizeram, em pagar abono “não só para o grupo docente como também para o grupo não docente”.  E o Governo do Pará não diferente, excluindo parte dos profissionais da educação do pagamento.

 

Segundo a legislação federal, estados e municípios devem investir 25% de toda a arrecadação em educação, “desses 25%, 20%  é o  Fundeb, então tem 5% que fica fora dessa margem do Fundeb que poderia ser utilizado para efetivação desse abono”, como a prefeitura de Belém que irá pagar para todos os servidores, docentes e não docentes.

 

O Tapajós de Fato ouviu também Aline Guimarães, coordenadora da Secretaria de Funcionários do Sintepp Santarém (Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação Pública do Estado do Pará), ela falou que hoje cerca de 75 funcionários não docentes que entraram em greve, “esse número é inicial, porque nós esperamos que mais colegas da categoria possam está aderindo a greve”- 

 

Como foi falado acima, 5% do recurso destinado para educação sobra, “nós sabemos que tem como o governo do estado está dando um abono para os profissionais que estão dentro das escolas diariamente fazendo a educação acontecer junto com o grupo do magistério”, disse Aline Guimarães.

 

Outras reivindicações são em relação ao assédio moral sofridos pelos profissionais, ausência de concurso público e também por mais valorização dos profissionais, “nós temos colegas com graduação, mestrado que atuam como auxiliar administrativos e nós não temos esse reconhecimento por parte do governo, o que nós queremos é isso: que o governo reconheça e valorize cada servidor que atua dentro da escola”. Finalizou Aline Guimarães.

 

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