Sábado, 22 de Janeiro de 2022
Notícias Reivindicações

Profissionais da educação fazem atos cobrando abono do Fundeb na região metropolitana de Santarém

Em Santarém a manifestação foi em frente ao Centro Regional do Governo e em Belterra, no prédio da prefeitura.

22/12/2021 às 17h34 Atualizada em 22/12/2021 às 18h03
Por: Tapajós de Fato Fonte: Tapajós de Fato
Compartilhe:
Profissionais da educação fazem atos cobrando abono do Fundeb na região metropolitana de Santarém

Ontem (21), em assembleia, profissionais da educação da rede estadual, do grupo não docente (vigias, porteiros, auxiliar administrativo, secretária, serventes e merendeiros), decidiram entrar em greve por tempo indeterminado, em virtude de terem sido deixados de fora  do pagamento do abono do Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica). O Tapajós de Fato noticiou esta decisão.


Como parte da agenda de greve, na manhã desta quarta-feira (22), os profissionais da educação, realizaram um ato em frente ao Centro  Regional do Governo do Oeste do Pará, cobrando uma reunião com o representante do governo, Henderson Pinto, pois, segundo informações colhidas com os grevista, já havia sido tentado uma reunião para discutir o assunto, mas a resposta foi que o secretário estava sem espaço na agenda até o dia 24 de dezembro e nem foi dado uma data de quando o diálogo poderia ser realizado. 

 

Após algumas horas de protestos, uma funcionária do governo estadual foi até os manifestantes e disse que o secretário ia recebê-los,  enquanto um grupo de 8 pessoas entraram para falar com o secretário, os demais permaneceram do lado de fora, fazendo falas em defesa da categoria e cobrando mais valorização por parte do governador pelos profissionais que atuam todos os dias nas escolas.


Raimunda Silva é uma das profissionais que esteve no ato, ela conta que nunca se sentiu valorizada pelo trabalho que desenvolve na escola onde trabalha, formada em pedagogia, Raimunda prestou concurso e trabalhou por muitos anos como merendeira, ela disse ainda que a escola onde trabalha é grande e, diariamente, fazia sozinha, “merenda para cerca de 500 crianças” por conta dos esforços que precisava fazer, adoeceu a ponto de não conseguir mais trabalhar na cozinha, por conta disso ela atua hoje como auxiliar na direção, no setor pedagógico, secretaria e no portão da escola, mas sem poder fazer qualquer esforço físico.

 

Raimunda faz parte do grupo que o governo não quer pagar o abono do Fundeb, para ela, o governo tem  os funcionários “como objetos que não tem problema, família para sustentar” e que, por isso, hoje estão pedindo “reconhecimento… são coisas que vêm há muito tempo acarretando e nós ficamos indignados, chegou o abono para os professore e na lei diz que são os profissionais da educação”- disse a profissional da Educação.


Após a reunião, Aline Guimarães, coordenadora da Secretaria de Funcionários do Sintepp Santarém (Sindicato dos Profissionais da Educação Pública do Pará ), falou com o Tapajós de Fato, Aline contou que conseguiram fazer o que pretendiam, que era reunir com o Henderson Pinto. "Protocolamos o documento,  endereçado à   Secretária de Educação do Estado e ao governador, nessa reunião nós colocamos nossas reivindicações para o representante do governo na nossa região”. Aline Guimarães contou que até amanhã (23) deve haver um retorno do governo do estado em relação às reivindicações.


Na reunião foi cobrado também a implementação do PCCR Unificado, que é um plano de carreira para essa categoria de trabalhadores, pois muitos profissionais não docentes possuem graduação e pós-graduação “e infelizmente o governo do estado não dá nenhum reconhecimento para esses profissionais, e nós estamos exigindo que se desengavete o PCCR que está parado desde 2014 na Alepa (Assembleia Legislativa do Pará)”. 

Foi pedido também a portaria de lotação de 30 horas semanais, “pois nós fizemos o concurso para 30 horas semanais, e atualmente a nossa lotação está vindo com 36 horas”- comentou Aline Guimarães.

Nesta manhã foi protocolado também o documento informado a greve geral dos profissionais da educação  da rede estadual em Santarém, Segundo Aline, a Greve continuará até o governo do estado dar uma resposta positiva às reivindicações da Categoria.

 

Abono do Fundeb também é cobrado em Belterra

A cobrança no município vizinho à Santarém é para que a prefeitura também pague o abono do Fundeb aos profissionais da educação. A informação é que sobrou mais de um milhão de reais. Segundo Heloíse Rocha,  que faz parte da Coordenação Regional do Sintepp, “o prefeito alega não poder pagar, por várias leis, e como se trata de questão orçamentária, só o executivo pode enviar” o pedido para a Câmara de Vereadores para que seja aprovado o repasse do abono.

Heloíse disse que as reivindicações são para que o prefeito envie esse pedido para os vereadores votarem, “ para que a gente receba este abono, se a gente não receber, esse dinheiro volta para o governo federal”. Isso que está deixando os profissionais da educação do município de Belterra mais indignado, “pois é um dinheiro que não pode ser usado para nenhuma outra rubrica, como construção de escola ou compra de merenda, é uma verba específica para pagamento de profissionais da educação”- disse Heloise Rocha.


A cobrança em outras partes do Estado.

egundo informações colhidas com o Sintepp de Santarém, em Belém também houve manifestação em que municípios da região metropolitana da capital do estado se reuniram para cobrar juntos, no entanto, até o momento, somente o município de Santarém aderiu à greve.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.