Sábado, 22 de Janeiro de 2022
Gênero e Sexualidade Histórias

Coletivo de Mulheres Negras Zélias do município de Monte de Alegre lança livro

LUGAR DE FALA; MULHERES PRETAS DO TAPAJÓS E SUAS HISTÓRIAS é o nome da obra que traz também uma homenagem à Zélia Amador de Deus, inspiração para a criação do coletivo.

30/12/2021 às 17h51 Atualizada em 30/12/2021 às 18h01
Por: Tapajós de Fato Fonte: Tapajós de Fato
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Coletivo de Mulheres Negras Zélias do município de Monte de Alegre lança livro

O Tapajós de Fato conversou com Fabíola Pinheiro, Doutoranda em Geografia pela Universidade Federal de Rondônia (UNIR) e integrante do Coletivo Zélias.  Pedindo licença às mais novas e mais velhas e de todas as ancestrais foi  forma como Fabíola começou a falar deste trabalho, que é fonte de inspiração e representatividade para tantas outras mulheres pretas e não  pretas  com as histórias que são contadas.

Fabíola diz que “o Coletivo de Mulheres Negras Zelias, da cidade de Monte Alegre-PA, é a idealização da continuação de muita luta”. E que o espaço do livro é para que “continuemos nos fortalecendo enquanto mulheres pretas, debatendo questões sobre racialidade, gênero, sexualidade e humanidade”.

Para além da força e da resistência que o livro representa frente a todos os problemas que as mulheres negras enfrentam diariamente, Fabíola conta que  “o livro é também para aquilombarmos, trocarmos afetos de maneira que possamos nos sentir seguras com o apoio uma das outras”.

O livro é fruto do apoio do Edital de Cultura Afro-brasileira , da Lei Aldir Blanc, na modalidade Preta Arte, da Secretaria de Cultura do Pará (Secult). Fabíola Pinheiro disse que o edital “trouxe a oportunidade de publicar essas histórias com a harmonia da arte da escrita, poesias e pinturas de mulheres pretas do Tapajós que pouco têm espaço e oportunidade para  publicar uma obra”.

Com muito entusiasmo ela conta que o  livro "Lugar de fala: mulheres pretas do Tapajós e suas histórias, traz essa representatividade  de vivências de mulheres pretas que podem inspirar outras manas”. 

Lembrando a força das mulheres do Coletivo Zélias, que organizaram o livro, ela fala também das mulheres que contribuíram com a criação da obra, “As mulheres do Coletivo Zelias são as organizadoras, mas a obra inteira  só foi possível devido à potência de todas as outras, professoras, poetisas, empreendedoras, designs, pintoras, artesãs. mulheres multifaces que são das bandas daqui, do Tapajós.

Fabíola Pinheiro encerra contando da gratidão que sente  pelo resultado do trabalho coletivo com suas manas e desejando “axé a todas” por estarem juntas.


Segundo informações de Fabíola, o livro estará disponível em breve, através das plataformas digitais, em formato de eBook.

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