Sábado, 22 de Janeiro de 2022
Saúde Coronavírus

Médico diz que pandemia pode fazer Santarém ter dias difíceis até meados de março

Todos os leitos de UTI estão ocupados, a vacinação está em ritmo lento e abaixo da média nacional. O especialista fala que as medidas preventivas precisam ser adotadas.

08/01/2022 às 12h59
Por: Tapajós de Fato Fonte: Consórcio de imprensa e Fiocruz
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A pandemia de Covid-19 continua de forma  intensa no Brasil. Segundo boletim  do  consórcio de imprensa, publicado ontem, 07, o Brasil registrou em 24 horas, 53.400 novos casos. A média móvel de casos subiu para 23.300, sendo a maior desde setembro de 2012.  Já são  619.878 óbitos e 22.448.741 casos do novo coronavírus no Brasil.

 

Até o dia 07 de janeiro, um total de 144.226.230 brasileiros já receberam pelo menos uma dose do imunizante, esse número representa cerca de 68% da população do país. 

 

O estado do Pará já aplicou  um total de 11.047.564 de doses. E  59,05% da população paraense já está totalmente imunizada. Em relação a ocupação de leitos em todo  o estado, os leitos clínicos estão com 44,9% da ocupação, os leitos de UTI, 67,49%. Esse número na ocupação dos leitos levou o Observatório da Covid-19 da Fiocruz colocar o Estado do Pará alerta intermediário

 

A rede Hospitalar de Santarém possui no momento 20 leitos de UTI para adultos exclusivos para covid-19, dos quais 20 estão ocupados (100%) com  20 pacientes positivados. Todos os pacientes estão no Hospital Regional do Baixo Amazonas. Não há pacientes na fila de espera para ocupar um leito de UTI. Existem 42 leitos clínicos disponíveis exclusivos para covid-19. Desse total, 25 estão ocupados (59,52%) com 13 casos positivos e 12 suspeitos.

Ao Tapajós de Fato, o médico João Alho falou  se afirmar que o aumento no número de casos de Covid-19, em Santarém, tenha aumentado a partir das festas de fim de ano é ser “simplista demais e a ocasião não permite”. Pois, os dados da FioCruz presentes no Observatório COVID já “mostram uma tendência de alta nos casos e sobretudo nos óbitos de elevação desde setembro para o município de Santarém”, afirma o médico. 

Sobre o decreto  municipal em relação às festas de fim de ano, o médico disse que a medida “veio bem a calhar para atenuar a transmissão no comércio e afins”. Mas o fato do município ainda estar recebendo um número considerável de turistas, “pode ter tido um impacto muito severo nas epidemias de covid e de influenza que nos afligem no momento” disse o médico.

Sobre a vacinação na região,  João Alho considera “muito baixa…hoje, são 57%. Ainda é muito abaixo da média nacional (68%). O médico traz ainda a informação de quando o passaporte sanitário foi instituído, “apenas 46% dos santarenos” haviam recebido duas doses da vacina. 

As duas últimas ondas da pandemia duram em torno de 13 semanas no município de Santarém, segundo o Observatório da Fiocruz. Até meados de março o médico acredita que “podemos ter dias muitos difíceis novamente se não houver uma intervenção eficaz nas três esferas de poder. Ele fala também que a vacinação “ainda que num ritmo que não é o ideal - vai proteger a gente que vacinou, mas vai deixar indivíduos não vacinados muito expostos, visto que não há medidas restritivas atuais”

A vacinação é a saída mais eficaz para combater o vírus. “Eu gosto de dar o exemplo de acidente de trânsito. Se o SAMU salva uma vida, todos ficam gratos pela equipe de resgate. Mas se a polícia faz uma blitz da lei seca, quantos acidentes e quantas mortes não foram evitadas naquela noite e em próximas pela conscientização? Mas a gente tem a mania de não dar importância para medidas preventivas”- disse o médico

 

O médico fala também que muitas pessoas que ainda não tomaram a vacina porque “não receberam informações confiáveis para decidirem se vacinar. Temos que convencê-las com mais assertividade, ainda que seja difícil ouvir algumas coisas”.

 

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