Sábado, 22 de Janeiro de 2022
Saúde Alerta

11 de janeiro: Dia do Controle da Poluição por Agrotóxicos

A data é usada para conscientizar a população sobre os riscos dos agrotóxicos ao meio ambiente e à saúde humana. Desde de 2019, Bolsonaro liberou cerca de 1280 novos venenos que vão parar nas mesas dos brasileiros.

11/01/2022 às 11h21
Por: Tapajós de Fato
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11 de janeiro: Dia do Controle da Poluição por Agrotóxicos

O Brasil é um dos primeiros colocados no ranking mundial do consumo de agrotóxicos, segundo os dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Agrícola.

 

O uso de agrotóxicos teve um aumento muito elevado nos últimos anos com o governo Bolsonaro ( PL). Desde quando assumiu em  2019, são cerca de 1280 novos venenos nas mesas dos brasileiros.

 

A “boiada” dos agrotóxicos – pesticidas, fungicidas e herbicidas – é uma das políticas mais “eficientes” do governo Bolsonaro (PL). Somente nos seis primeiros meses de 2021, o Ministério da Agricultura, liderado pela ex-líder da bancada ruralista, Tereza Cristina (DEM), liberou 230 agrotóxicos no Brasil. Em julho, foram outras 51 autorizações de uso. O número se soma aos mais de 1000 produtos liberados desde o início do governo.

 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), até pouco tempo, várias doenças como câncer, doenças respiratórias, neurológicas e más formações congênitas eram tidas como doenças de “causas desconhecidas”, entretanto na área de Saúde Ambiental,  que pesquisa os impactos dos agrotóxicos na saúde humana, classificam como o fator  de ocasionamento dessas doenças, os agrotóxicos.

 

No município de Belterra e no planalto de Santarém, oeste do Pará, já é possível ver grandes áreas de desmatamento da floresta para dar lugar a grandes áreas de plantio de soja e milho. Fazendo com que  várias comunidades e pessoas sofram os impactos de produtos usados nas lavouras.

 

O Tapajós de Fato conversou com Elisângela Leal, Secretária de Mulheres do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santarém (STTR), que é moradora da comunidade Tabocal no Planalto Santareno, Elizangela relata alguns impactos "Muitos moradores já foram impactados com sintomas graves de doenças que vem surgindo no decorrer dos últimos anos com a chegada da soja e nós sabemos que nessas plantações é usado muito produto que causa danos a nossa saúde, uma delas é que o corpo fica todo cheio de feridas (empolados), pessoas passam mal com diarréia,  e vômitos".

 

A trabalhadora rural afirma ainda que " muitos que têm um outro local para morar acabam saindo das suas casas e indo para outros lugares, mas a maioria não tem pra onde se mudar, e acabam ficando no local e nas proximidades da área onde é usado os produtos químicos".

 

Com esses riscos que o consumo desses produtos oferece à saúde e ao meio ambiente, foram desenvolvidos modelos de produção diferenciadas que dispensam o uso de aditivos químicos, que valorizam o processo de produção orgânica, como é o caso da agroecologia.

 

A agroecologia é um modelo de produção agrícola que se preocupa em manter a produtividade do solo a longo prazo e, para isso, utilizam de técnicas que mantêm a terra em condições férteis de produção para que ela possa ser reutilizada em novos plantios. Entre essas técnicas estão a compostagem, o uso de defensivos naturais, a rotação de culturas, e a diversidade no plantio.  Agroecologia é uma alternativa de uma alimentação saudável e combate à poluição por agrotóxicos.

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