Domingo, 23 de Janeiro de 2022
Notícias Oportunidade

Parceria entre Emater e Associação de moradores do Cucurunã fortalece a produção a produção e comercialização de tarubá

Projeto com intuito de resgatar o saber cultural e geração de renda na região, fortalece a economia dos comunitário.

13/01/2022 às 17h30 Atualizada em 13/01/2022 às 17h51
Por: Tapajós de Fato
Compartilhe:
Parceria entre Emater e Associação de moradores do Cucurunã fortalece a produção a produção e comercialização de tarubá

No segundo semestre de 2021, a  Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural  do Estado do Pará - EMATER, promove oficina de produção de tarubá, na comunidade do Cucurunã, com objetivo de mostrar detalhadamente o processo de produção e experimentar a introdução de frutas regionais como muruci e cupuaçu.

O Tarubá é uma bebida tradicional dos povos indígenas da Amazônia, bebida leitosa, preparada à base de mandioca fermentada, com aroma agradável e levemente adocicada, característica da região oeste do Pará.



O Projeto da EMATER

O projeto de incentivo à produção da bebida está alinhado ao resgate do saber cultural, e visa também promover a geração de renda, resultado de uma parceria entre a Associação de Moradores do Cucurunã e a Emater.

O engenheiro agrônomo da Emater, Paulo Sérgio Campos de Melo, relata que “as pessoas da comunidade produzem o tarubá para consumo próprio, usado em momentos festivos''.

Dentro da perspectiva de comercialização e aceitação do produto, o tarubá será apresentado em uma embalagem de 80 gramas, sua comercialização por produtores deve ocorrer  na feira da própria comunidade, que está localizada  na região do Eixo Forte, rodovia Everaldo Martins, que liga Santarém à vila balneária  de Alter do Chão.

A expectativa é que os itens sejam ofertados em caráter experimental, como produto artesanal, na feira, a partir de janeiro ou fevereiro de 2022.

 

O que os produtores esperam do projeto

O Tapajós de Fato ouviu Odenir Marcia Pedroso Peixoto ( Dona Nir, como é conhecida na comunidade), moradora da comunidade de São Braz e produtora de tarubá,ela  acredita que o projeto será positivo para os produtores e para a  comunidade.

A produtora  relata ainda  que “há certa dificuldade para a produção, devido a área não ser área de barro, que produz mais mandioca (matéria prima necessária para a produção). A plantação de mandioca começa agora no início do ano, e a colheita acontece apenas ano que vem”. 

Dona Nir revela que o tarubá desperta a curiosidade dos turistas que passam pela região, onde demonstram interesse em saber qual o processo da bebida regional, e qual sua matéria prima.

Sobre o projeto da Emater de comercialização e revitalização da feira, Dona Nir enxerga o projeto como uma oportunidade de melhorar a renda através da comercialização do tarubá. Espera-se também que o projeto invista não apenas na comercialização, mas no pequeno produtor da região.

 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.