Quinta, 26 de Maio de 2022
Amazônia Turismo

Turistando no Baixo Amazonas e Tapajós: análise do turismo na região

Hoje começa mais uma série de reportagens do Tapajós de Fato, com o objetivo de apresentar a importância do turismo de base comunitária e sustentável.

10/03/2022 às 10h28
Por: Tapajós de Fato Fonte: Tapajós de Fato
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Rio Una do Prelado / Foto: Felipe Zanusso
Rio Una do Prelado / Foto: Felipe Zanusso

O turismo pode ser compreendido como um deslocamento de uma ou mais pessoas por um período com o objetivo de fugir da rotina, com múltiplas intenções, seja para trabalho, pesquisa, lazer e outros. A atividade turística está relacionada a um conjunto de formas que crescem de forma dinâmica, como por exemplo: a demanda; oferta; o espaço e paisagem natural.

 

No Brasil o segmento turístico possui o tipo de turismo de acordo com a oferta e demanda, considera-se nestes fatores as características territoriais do local, tais como: tradições, condições físico-ambientais, aspectos históricos e etc., portanto, existem diversos “tipos de turismo”.

 

De acordo com a Secretária de Turismo do Estado do Pará, o estado se divide em 6 “regiões turísticas”, sendo estas: 

 

  1. Belém, na região metropolitana da capital do Estado; 

  2. Amazônia Atlântica, no nordeste do Estado, região costeira com influência do Oceano Atlântico; 

  3. Marajó, arquipélago ao Norte do Estado formado pela maior ilha flúvio-marítima do mundo; 

  4. Araguaia-Tocantins, no sudeste do Pará, formado pelas áreas de influência dos rios Araguaia e Tocantins; 

  5. Tapajós, no oeste do Estado na bacia do rio Tapajós e calha norte do rio Amazonas;

  6. Xingu, na área central do território paraense na bacia do rio Xingú.

 

Sabrina Santos da Costa, Gestora Ambiental e Mestranda em Sociedade, Ambiente e Qualidade de Vida pela UFOPA, destaca que: “os principais segmentos turísticos do estado são: turismo de praia e sol, turismo na natureza, turismo cultural, turismo de eventos e turismo de negócios”. Ainda para a pesquisadora: “as condições de acessibilidade da Amazônia brasileira são um desafio, porém a estrutura favorece em parte a demanda do turismo na área”, termina Sabrina.

 

A equipe do Tapajós de Fato também procurou o guia turístico, Gilmar Fernandes Silva, que relata: “o turismo pode virar a base da economia de uma cidade. As pessoas ainda não percebem isso. Principalmente as que estão fora do turismo como taxistas, hotéis e até mesmo guias”. Ele ainda complementa, “quem está fora desse meio não entende que o benefício é coletivo, todo mundo recebe, todo mundo ganha uma parte disso porque o dinheiro entra e gira, então vai passando de mãos, e é preciso conscientizar as pessoas da importância. Porque quem está na área vê a importância, briga pela pelo turismo, para melhora dele na região”. 

 

Ainda para Gilmar: “no âmbito cultural de fato existe uma maior valorização dos nativos e até dos não nativos que moram aqui em divulgar nossa cultura. Porque está começando a ficar rentável. Então se começa a ficar rentável, muito mais gente começa a promover sua cultura. Até uns anos atrás as pessoas não valorizavam tanto quanto agora. Então quanto mais o turismo se intensifica mais a valorização da nossa cultura e o mais importante, o conhecimento dela para as próximas gerações.

 

Como visto acima o turismo na região está em desenvolvimento, mesmo necessitando de mais investimento do poder público municipal, estadual e federal, é importante pensar formas que o turismo respeite também as comunidades e própria natureza que é o atrativo que gera renda para milhares de pessoas na região, assim como também poderia se expandir para outras cidades do Baixo Amazonas e Tapajós.

 

O objetivo da série é relatar importantes formas que o turismo é desenvolvido na região, seja ele sustentável e de base comunitária, assim, como os locais e paisagens naturais que atraem os visitantes e turistas e que conduz para formas de realizar economia.

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