Quinta, 26 de Maio de 2022
Gênero e Sexualidade Empoderamento

Projeto “Mulheres Empreendedoras da Floresta” é apresentado em Santarém

O projeto tem como objetivo contribuir para melhorar as condições de vida dos povos da floresta da região Oeste do Pará.

14/03/2022 às 16h10
Por: Tapajós de Fato Fonte: ASCOM Sttr de Santarém
Compartilhe:
ASCOM Sttr de Santarém
ASCOM Sttr de Santarém

Foi realizada na manhã desta segunda-feira (14), no auditório Luzia de Oliveira Fati do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares de Santarém, a apresentação do “Projeto Mulheres Empreendedoras da Floresta”.

 

O projeto é uma parceria do STTR de Santarém com o Projeto Saúde & Alegria, e tem como objetivo contribuir para melhorar as condições de vida dos povos da floresta da região Oeste do Pará, fortalecer suas organizações produtivas e promover a viabilidade econômica da floresta em pé.

 

As atividades visam promover o desenvolvimento de capacidades dos povos da floresta e suas organizações, na gestão de empreendimentos.

 

Para esse momento estiveram participando organizações parceiras em comum do STTR de Santarém e Saúde e Alegria e associações de mulheres que já executam atividades de empreendedorismo na região Oeste do Pará.

 

Olivia Beatriz, coordenadora de monitoramento do “Mulheres Empreendedoras da Floresta", comenta que o projeto é voltado para as mulheres e jovens empreendedoras de cooperativas e associações da região Oeste do Pará.

 

“Esse projeto é voltado principalmente para mulheres e jovens empreendedoras de cooperativas e associações da região e é para fortalecer os negócios comunitários. Então a gente dá visibilidade para trabalhar na parte de gestão e administração desses negócios. Vão ter cursos de gestão e governança sobre cooperativismo, vai ter também uma chamada pública para financiar os empreendimentos e também a parte de visibilidade, conectividade, digitalização também um programa para conseguir dar mais acesso, que os empreendimentos tenham mais acesso à internet, a conectividade e também como eles tenham a parte da gestão financeira também ligado às tecnologias digitais”, explicou.

 

A intenção com o projeto é de conseguir alavancar uma economia de floresta em pé, com sustentabilidade e mostrando que é possível garantir renda para as famílias e ao mesmo tempo cuidando da floresta para as presentes e futuras gerações.

 

O projeto deve contemplar iniciativas empreendedoras de comunidades ribeirinhas, extrativistas, quilombolas e indígenas.

 

O projeto “Mulheres Empreendedoras da Floresta” ainda está no início, na fase de estruturação este primeiro momento foi de apresentação para as organizações parceiras, cooperativas e associações, no qual foi criado um conselho consultivo, em um outro momento será apresentado de forma aberta e oficial para toda a comunidade santarena.

 

De acordo com Olivia Beatriz os tipos de negócios que serão apoiados com o mesmo são empreendimentos que trabalhem com extração de óleo, artesanato, turismo de base comunitária entre outros.

 

A Cooperativa de Turismo e Artesanato da Floresta - TURIARTE, que já desenvolve um trabalho de empreendedorismo com mulheres de 07 comunidades do Rio Arapiuns esteve participando da programação de apresentação do projeto.

 

Ingrid Goudinho, presidente da Turiarte falou no que o projeto Mulheres Empreendedoras da Floresta poderá ajudar neste processo de empreendedorismo das mulheres da cooperativa a qual ela preside. 

 

“O projeto é uma oportunidade muito grande que nós temos hoje de continuar potencializando o nosso trabalho de empoderamento da mulher na renda familiar dentro da floresta. Então assim a gente está muito grata pela oportunidade da gente estar aqui hoje representando as mulheres da floresta, hoje a Turiart representa não só 7 comunidades quando iniciou em 2015, mas hoje a gente já conta com 12 comunidades, incluindo uma aldeia indígena. Para nós é muito gratificante estar sendo inserido no conselho que visa potencializar o trabalho das mulheres da floresta”.

 

Ingrid Goudinho disse ainda que vê o projeto como uma estratégia muito grande não só para a Turiarte, mas para todos os empreendimentos de pequenas iniciativas dentro do território.

 

A presidente do STTR de Santarém, Ivete Bastos, avalia o projeto como um empoderamento econômico das mulheres que utilizam os recursos oferecidos pela floresta de forma sustentável.

 

Na sua visão é preciso que cada vez mais a Amazônia possa ser valorizada dentro de uma discussão de Bioeconomia importante quando se trata de mulheres e de jovens empreendedores do Oeste do Pará.

 

“O projeto vem como uma alternativa para melhorar nossa renda, nossa qualidade de vida, para que a gente possa cada vez mais zelar pela floresta, pelos recursos e também nos manter de pé com uma alternativa de geração de renda, para que a gente possa ter a nossa autonomia financeira também”. Enfatizou

 

Bastos falou também que não basta que as mulheres sejam empoderadas somente no conhecimento, mas também no empoderamento financeiro. 

 

O conselho consultivo criado tem o papel de orientar a condução do projeto. 17 organizações até o momento fazem parte dele entre elas a Federação Flona do Tapajós, AMTR, FOQ’s, CNS, FAMCEF, MAM, GDA, FEAGLE, SAPOPEMA, ACOSPER, STTR de Mojuí, APRUSAN, COOFAM, STTR de Aveiro, CEFTBAM, Turiart e CFR de Santarém. O conselho deverá se reunir a cada 4 meses extraordinariamente ou quando a coordenação executiva do projeto convocar. 

 

Da coordenação executiva fazem parte (representantes das cooperativas e associações beneficiarias, entidades públicas e privadas envolvidas no projeto).

 

Após a apresentação do projeto ficou definido o mapeamento de um Infocentro que seja estratégico para as cooperativas. O infocentro tem papel importante na comunicação, pois as cooperativas e associações envolvidas no projeto terão a necessidade de divulgar os seus empreendimentos.

 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.