Quinta, 26 de Maio de 2022
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Edward Luz, conhecido como "antropólogo dos ruralistas", foi preso pela Polícia Federal

Segundo informações, Edward Luz foi preso na tarde desta sexta-feira dia 25, na sede do IBAMA em Altamira pela Polícia Federal por dificultar ação fiscalizatória do IBAMA em terras indígenas.

25/03/2022 às 18h10 Atualizada em 01/04/2022 às 10h11
Por: Tapajós de Fato Fonte: Tapajós de Fato
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Foto reprodução
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Edward foi expulso da Associação Brasileira de Antropólogos (ABA) em 2013, por não corroborar com as afirmações “equivocadas e reducionistas, inteiramente desprovidas de rigor e embasamento científico”. Onde afirma ser a favor da demarcação de terras indígenas para indígenas, desde que não afete setores produtivos nacionais e interesses econômicos nacionais.

 

Segundo nota divulgada pela Polícia Federal em Altamira, “Na tarde de hoje, 25 de março de 2022, o IBAMA, juntamente com a Força Nacional, conduziu até a Delegacia de Polícia Federal em Altamira uma pessoa acusada de obstruir ação fiscalizatória do IBAMA contra garimpos ilegais em Terra Indígena”.

 

Segundo nota, a Polícia Federal teria obtido informações de que as manifestações contra a fiscalização em terras indígenas teriam se iniciado no decorrer da semana em zona urbana e rural da cidade, onde os manifestantes exigiam que cessassem as ações fiscalizatórias do IBAMA contra os garimpos, nas ações da operação Guardiões do Bioma – Base Altamira.

 

Edward foi detido pelo IBAMA e Força Nacional e encaminhado à Delegacia de Polícia Federal em Altamira acusado de obstruir as ações de fiscalização. 

 

Segundo informações, os manifestantes impediram a passagem das equipes do IBAMA ao aeroporto de Altamira, onde estavam as aeronaves. 

 

A pessoa que se identificou como líder (Edward Luz) do grupo de manifestantes foi conduzido à Delegacia da PF e foi autuado em flagrante - Art. 69 da Lei nº 9.605/98 por obstruir ou dificultar a ação fiscalizatória do Poder Público no trato de questões ambientais (Pena - detenção, de um a três anos, e multa). 

 

Autuado em flagrante, e posteriormente posto em liberdade provisória mediante fiança arbitrada pela autoridade policial e deverá responder ao processo na Justiça Federal.

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