Quinta, 26 de Maio de 2022
Educação Militância

Engajamento na defesa da Amazônia: Escola de Militância Socioambiental atua na Bacia do Tapajós

A proposta é a construção e partilha de saberes tradicionais e científicos para fortalecer a sensibilidade crítica sobre as mudanças climáticas e o comprometimento dos vários sujeitos que moram na Bacia do Rio Tapajós.

28/03/2022 às 17h30
Por: Tapajós de Fato Fonte: Tapajós de Fato
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Foto: Tapajós de Fato
Foto: Tapajós de Fato

A partir de discussões realizadas em caravanas pelo rio Tapajós, e o Encontro das Águas,  que reuniu atores dos rios Tapajós, Juruenas, Teles Pires,  Madeira, Amazonas e Xingu, onde foram debatidos sobre as ameaças à  Bacia do Tapajós e vida dos povos da região, foi  pensado em uma maneira de fortalecer a luta pela vida dos povos desta bacia.

 

A Escola de Militância Socioambiental Amazônida - EMSA, iniciativa do Movimento Tapajós Vivo - MTV, tem como proposta, a construção e partilha de saberes tradicionais e científicos para fortalecer a sensibilidade crítica sobre as mudanças climáticas e o comprometimento dos vários sujeitos que moram na bacia do Rio Tapajós.

 

A EMSA é resultado de ações e parcerias com atores internos e externos do território da Bacia do Tapajós, que se preocupam com o avanço dos grandes projetos já implantados e os que estão em planejamento, mas que podem  destruir ainda mais o berço de vida no Tapajós, desta forma, a EMSA é o meio, ou  a ferramenta, para fortalecer as lutas dos atores locais através das formações de base.

 

Uma colaboradora da Escola de Militância que pediu para não ser identificada, conta que “o  objetivo é construir uma luta em conjunto com todos os povos usando a ferramenta  do conhecimento para defender  o nosso território”.

 

A colaboradora conta ainda que “a EMSA foi pensada para ser uma escola do povo, ela surge a partir do conhecimento  popular com o conhecimento científico”.

 

A Escola realizou o primeiro módulo de formação que contou com a participação de  pessoas de diferentes organizações e territórios. A militante fala também em relação aos conteúdos, que houve a preocupação em abordar e “discutir  sobre  o engajamento na militância, a história  dos movimentos  na nossa região e também  estudar o nosso rio, conhecer o nosso lugar, vimos  que era importante também a gente trabalhar a forma como estamos enfrentando os nossos adversários”.

 

A avaliação da entrevistada é que:  “A EMSA  é  uma construção de saberes e de luta. É  uma escola  do povo e sem hierarquia.  Ninguém sabe mais e ninguém  sabe  menos. Todo mundo aprende juntos, é  troca de sabores  também,  é intercâmbio de pessoas até de outros estados. Foi maravilhoso  ver que a turma que participou  dessa primeira etapa do módulo já tinha uma visão  coletiva e de luta, tivemos também  a presença de pessoas de outros estados que só  enriqueceram a nossa aprendizagem”.

 

Alice Soares, militante do Movimento Tapajós Vivo, uma das organizações idealizadoras da EMSA, e também quem executa as ações, conta que o objetivo é promover o engajamento dos povos que vivem nos territórios amazônicos.

 

“Foi uma experiência muito boa, que rendeu muitas discussões proporcionando esse engajamento das pessoas através das organizações de base que é o principal, fortalecer as lutas que já estão acontecendo”. 

 

Outro ponto  que Alice traz é que a Escola busca ser um espaço para a “diversidade, influenciar e construir uma educação de incidência política e socioambiental”.

 

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