Quinta, 26 de Maio de 2022
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Delegação de indígenas do Baixo Tapajós chegam à Brasília para o Acampamento Terra Livre

A delegação com indígenas do Baixo Tapajós saiu no sábado (02) rumo à Brasília. "É um momento de encontro e de reencontro com os parentes, mas é um momento também de nos unirmos em prol dos territórios".

05/04/2022 às 12h30 Atualizada em 05/04/2022 às 14h52
Por: Tapajós de Fato
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Delegação indígena do Baixo Tapajós no ATL. Foto: Tapajós de Fato
Delegação indígena do Baixo Tapajós no ATL. Foto: Tapajós de Fato

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil realiza a 18ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL), entre 04 e 14 de abril, com o tema ‘Retomando o Brasil: Demarcar Territórios e Aldear a Política’. O acampamento acontece no mesmo período em que o Congresso Nacional e o Governo Federal pautam a votação de projetos que violam os direitos dos povos indígenas como o Projeto de Lei 191/2020, que abre as terras indígenas para exploração em grande escala, como mineração, hidrelétricas e outros planos de infraestrutura.

 

Em 2022 a mobilização retorna a Brasília após dois anos de atividades online devido a pandemia da Covid-19.

 

Com expectativa de mobilizar 8 mil de indígenas de mais de 200 povos de todas as regiões do país, a primeira semana do acampamento será marcada pelo debate “Aldear a Política: Nós pelas que nos antecederam, nós por nós e nós pelas que virão”, que pretende fortalecer indígenas mulheres para as Eleições 2022.

 

O Baixo Tapajós ATL

A delegação com indígenas do Baixo Tapajós saiu no sábado (02) rumo à Brasília. Segundo Auricélia Arapiun, coordenadora do Conselho Indígena Tapajós Arapiuns (CITA),  dois ônibus com cerca de 65 indígenas de 12 dos 13 povos que vivem  na região do Baixo Tapajós e Arapiuns. O único povo que não foi para a 18ª edição do Acampamento Terra Livre  foi o Arara Vermelha.

ÔNIBUS DA DELEGAÇÃO  DOS INDÍGENAS. FOTO: TAPAJÓS DE FATO.

 

A delegação do Baixo Tapajós chegou na madrugada deste dia 05 e deve permanecer até por lá durante toda a programação prevista para o acampamento. 

 

A chegada foi marcada com a força  dos ancestrais que corre pelas veias dos indígenas que resistem a todas as ameaças que afetam os territórios, ainda na madrugada, depois de dois de dias de viagem, os indígenas fizeram um ritual, cantaram, em seguida  montaram  as barracas para se instalarem.

 

 
 
 
 
 
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A coordenadora do Cita fala também das expectativas  para o ATL , como  a pandemia impediu a realização  presencial nos últimos anos, ela fala que “é um momento de encontro  e de reencontro  com os parentes, não é um momento de apenas celebrar  a existência, mas é um momento de nos unirmos em prol dos territórios".

 

Auricélia Arapiun fala da importância dos povos indígenas de todo o Brasil permanecerem unidos principalmente  por conta das ameaças do governo Bolsonaro, com o Projetos de Leis, cabe citar aqui o PL490/2007 que trata sobre o Marco Temporal, para extinguir Terras Indígenas demarcadas depois de 1988;  e o PL 191/2020, para liberar mineração nos territórios indígenas.

 

“Esse pacote de PL's que pretendem devastar os nossos territórios, acabar com a demarcação de terra, então, a  gente se une nessa expectativa” de enfrentar e dizer não a política de morte de Bolsonaro para os povos indígenas.

O Tapajós de Fato estar em Brasília acompanhando o ATL,  e seguirá trazendo informações sobre a progrmação.

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