Quinta, 26 de Maio de 2022
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Estudante da Vila Curuai representará o Pará no Jovens Senadores e Senadoras de 2022

Aluna da região do Lago Grande vai representar o estado em Brasília no concurso Jovem Senador.

10/05/2022 às 14h47 Atualizada em 13/05/2022 às 13h46
Por: Tapajós de Fato Fonte: Tapajós de Fato
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Estudante da Vila Curuai representará o Pará no Jovens Senadores e Senadoras de 2022

Foram divulgados nesta sexta-feira (6), os nomes dos 27 estudantes vencedores do concurso Jovem Senador de 2022. Os estudantes, um de cada unidade da Federação, vão vivenciar o processo legislativo no Senado e as propostas feitas por eles podem ser transformadas em projetos de lei. O tema da redação deste ano foi o bicentenário da Independência, “200 anos de Independência: lições da história para a construção do amanhã''.

 

Dos 27 alunos escolhidos, a maioria são mulheres — 19 estudantes do sexo feminino e oito do sexo masculino. As idades variam entre 14 e 18 anos, mas a faixa entre 16 e 17 anos de idade é a que tem mais estudantes, 20 no total. O terceiro ano do ensino médio é a série com mais estudantes contemplados, com 16 dos 27 vencedores. A grande maioria dos escolhidos vêm de cidades do interior: são 22, contra cinco residentes em capitais. 

 

Todos os estudantes que concorrem no concurso de redação são do ensino médio, de escolas públicas de todo o país. Além da viagem, com passagem aérea, hospedagem, alimentação e locomoção incluídos, cada jovem senador ganha um notebook como prêmio. Os professores orientadores das redações escolhidas acompanham os estudantes a Brasília e são premiados com notebooks.

 

A viagem dos estudantes a Brasília tradicionalmente acontece em novembro, mas neste ano o calendário foi modificado. Os autores dos textos vencedores viajarão a Brasília no período de 27 de junho a 1 de julho, quando passarão pelo processo de discussão e elaboração das sugestões de leis, na chamada “Semana de Vivência Legislativa” do programa.

 

O trabalho dos jovens simula a atuação dos senadores da República, numa legislatura com quatro dias de duração. Começa com a posse e eleição da Mesa (presidente, vice e secretários) e termina com a aprovação dos projetos e sua publicação no Diário do Senado Federal. As sugestões acatadas são encaminhadas à Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) da Casa. Desde o início do programa, já foram apresentadas 54 proposições ao colegiado. Destas, 40 foram aceitas e passaram a tramitar como projetos de lei e duas seguiram como propostas de emenda à Constituição (PECs).

 

O estado do Pará representado pela primeira vez por uma aluna da Vila de Curuai no oeste paraense. A vila de Curuai está localizada dentro do município de Santarém e tem aproximadamente 10 mil habitantes.

 

O Tapajós de Fato conversou com a jovem Domingas Silva, aluna do 3º ano do ensino médio da Escola Estadual Antonio Figueira. Domingas, de 17 anos, é filha de trabalhadores rurais, moradora do bairro Pajurá.

 

Quando perguntada como foi o processo de inscrição no Concurso Jovem Senador e a escolha do tema da redação, Domingas disse.

 

“A minha orientadora e professora Luciana Gama, colocou nos grupos de whatsapp sobre o concurso, 5 alunos se interessaram, porém só a minha redação foi escrita, aí toda atenção foi pra minha redação. Fui pesquisar sobre alguns assuntos sobre a independência, e com a chegada da família real no Brasil, aí eu me fiz uma pergunta: onde está a mulher a mulher neste momento da história? Será que a mulher não teve nem um papel nesse contexto da independência?”.

 

A escolha do tema da redação da aluna foi “Empoderamento Feminino”, sobre o assunto escolhido, Domingas relatou que, “pesquisei sobre Maria Leopoldina, que foi a primeira imperatriz do Brasil, eu me surpreendi, porque ela teve um papel muito importante pra nossa história e a independência, na redação citei mulheres também como a Maria da Penha, Mariele Franco, as Marias do nosso Brasil”.

 

Sonhos

 

“Assim como eu citei na redação, eu quero propor um projeto de lei para o país, que todas essas histórias dessas mulheres sejam introduzidas nos livros históricos do Brasil, para que os jovens possam ter acesso a esse conhecimento”.

 

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